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Mercado11 de ago. de 2026, 00:12

BYD troca Seal 07 por nova geração 5 meses após lançamento

Registros de homologação na China revelam a nova geração do BYD Seal 07, sedã que chegou ao Brasil há poucos meses. O modelo atual vendeu menos de 700 unidades em junho no mercado chinês.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa

627 unidades. Foi quanto o BYD Seal 07 vendeu em junho na China, segundo o site especializado CarNewsChina — volume baixo o bastante para explicar por que a BYD já está trocando o carro por uma nova geração, menos de cinco meses depois do lançamento original, em março de 2026.

A informação veio à tona por registros de homologação publicados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), que expuseram as especificações do novo modelo antes de qualquer anúncio oficial da fabricante.

Foto: reprodução/carnewschina.com

O que muda na versão nova

O novo Seal 07 cresce em todas as dimensões: 5,08 metros de comprimento (85 mm a mais que o atual) e 1,96 m de largura (50 mm a mais), com design que puxa referência do Seal 08. Chega em duas versões:

  • 100% elétrica, com motor único de 245 kW (329 cv) ou motor duplo de 300 kW (408 cv), velocidade máxima de 240 km/h
  • híbrida plug-in (DM-i), com motor 1.5 turbo somado a motor elétrico de 160 kW (215 cv), bateria de 38 kWh e autonomia de 245 km no modo elétrico

A versão elétrica também ganha sensor LiDAR integrado ao teto, associado ao sistema de condução assistida DiPilot 5.0 — recurso que a BYD vem espalhando pela linha para brigar com rivais em tecnologia embarcada.

Por que isso pesa no Brasil

Quem comprou o Seal 07 atual no Brasil agora tem um carro que a própria fabricante já classifica como geração anterior — na prática, sem anúncio formal disso ainda, mas com o sucessor exposto e pronto para vir. Não há data de lançamento nem preço confirmado, nem para a China nem para o Brasil.

O padrão é conhecido: a BYD renova modelos em ritmo mais acelerado do que fabricantes tradicionais estão habituadas a fazer, empurrada pela concorrência interna do mercado chinês de elétricos. Ganha quem compra depois, com tecnologia mais nova; perde quem pagou pela versão que sai de linha antes de completar um ano de estrada.

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