
Cadillac Escalade IQ: SUV elétrico de 4 toneladas chega a 740 km de autonomia
O Escalade IQ, SUV elétrico de luxo e três filas de bancos da Cadillac, marca de luxo da General Motors, usa uma bateria de cerca de 205 kWh e promete até 465 milhas (quase 750 km) de autonomia, mas pesa mais de 4 toneladas.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A especificação que chama atenção: mais de 4 toneladas
Começa pelo peso, porque é ele que resume o personagem do Cadillac Escalade IQ: entre 9.000 e 9.350 libras, o equivalente a algo entre 4,1 e 4,2 toneladas métricas, dependendo da configuração. Para efeito de comparação, é como colocar um utilitário médio inteiro sobre a balança só de bateria — o pacote Ultium do Escalade IQ, isolado, pesa cerca de 1.360 kg, mais do que um Fiat Mobi inteiro.
O que a especificação virou em experiência
Essa bateria tem capacidade de aproximadamente 205 kWh — mais do que o dobro da maioria dos elétricos vendidos no Brasil — e entrega autonomia estimada de até 465 milhas, o equivalente a quase 750 km por carga, segundo o ciclo de testes americano (EPA). Na prática, isso tira do motorista a ansiedade de recarga em viagens longas, um dos maiores entraves de adoção de elétricos hoje. O carregamento rápido em corrente contínua chega a 350 kW, suficiente para recuperar cerca de 160 km de autonomia em 10 minutos nas estações certas.
Quem pisa fundo sente a diferença da geração anterior, movida a motor a combustão: no modo "Velocity Max", o Escalade IQ entrega 750 cavalos de potência e 785 lb-ft de torque, acelerando de 0 a 60 mph (97 km/h) em menos de 5 segundos — um número de esportivo compacto, não de utilitário de sete lugares e três filas de bancos. A versão 2026 ainda troca as rodas de 24 polegadas por rodas de 22 polegadas de série, resposta direta a reclamações sobre qualidade de rodagem em versões anteriores, e ganha uma tela OLED curva de 55 polegadas que atravessa o painel de ponta a ponta.
Vale o preço no Brasil?
Nos Estados Unidos, o Escalade IQ parte de cerca de US$ 127 mil na configuração 2026, podendo passar de US$ 150 mil nas versões topo de linha — na cotação atual, isso equivale a algo entre R$ 700 mil e R$ 850 mil só em valor de referência americano, antes de impostos de importação, que no Brasil podem mais que dobrar o preço final de um elétrico importado desse porte. Reviews internacionais elogiam o silêncio de rodagem, o espaço interno e a tecnologia de cabine, mas repetem a mesma ressalva: é um SUV gigantesco e caro, pensado para o mercado americano de picapes e utilitários de luxo — um nicho que, por aqui, ainda é bem mais estreito e mais sensível ao preço final na ponta do consumidor.