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Gadgets19 de set. de 2026, 11:01

Camp Snap 110D traz de volta o formato fino das câmeras Kodak dos anos 70

A Camp Snap abre pré-venda da 110D, câmera digital sem tela que recria o corpo estreito e alongado das antigas câmeras de filme 110 da Kodak, por US$ 74,95.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Um formato que some do bolso e não da moda

A Camp Snap, fabricante americana de câmeras digitais retrô que dispensam tela para ver as fotos na hora, abriu hoje a pré-venda da 110D, sua câmera mais fina até agora. O corpo estreito e alongado — 143,2 x 50 x 24,5mm — é uma homenagem direta ao formato de filme 110, lançado pela Kodak nos anos 1970 e famoso por cartuchos que dispensavam a chateação de enfiar a ponta do filme manualmente. Segurar a 110D nas mãos é como abrir uma cápsula do tempo: mais comprida que o Camp Snap 2, mas visivelmente mais fina, ela cabe no bolso de um jeito que nenhuma point-and-shoot atual consegue replicar.

Especificações que priorizam a experiência, não o megapixel

O sensor de 8MP e a lente fixa de 4,2mm f/2.0 (equivalente a 26mm) são praticamente os mesmos do Camp Snap 2 — a marca não está brigando por resolução, e sim por sensação de uso. O grande upgrade prometido é a resposta do obturador, praticamente instantânea, corrigindo o lag que irritava usuários das gerações anteriores. A câmera grava em microSD (vem com cartão de 4GB, para cerca de 2 mil fotos), carrega via USB-C e promete cerca de 500 disparos por carga. Como manda a filosofia screen-free da marca, não há visor traseiro para conferir o resultado — só um pequeno LCD monocromático que mostra contador de fotos e o filtro ativo entre as cinco opções (Standard, Vintage 1, Vintage 2, Analog e Black & White), trocadas por um slider físico, sem app. Tem ainda flash LED dual-tone, visor óptico e rosca de 30,5mm para acessórios.

Vale o preço no Brasil?

Nos Estados Unidos, a 110D custa US$ 74,95, com envio previsto para o fim de outubro. É um preço de nicho gringo que, convertido direto pelo câmbio e somado a imposto de importação, facilmente dobraria por aqui — território familiar para quem já tentou trazer uma instant camera ou uma point-and-shoot de fora sem nota fiscal. A Camp Snap não tem distribuição oficial no Brasil, então o caminho hoje é importar por conta própria ou via marketplace, pagando o pedágio de sempre. Ainda assim, para quem já flertou com o hype de câmeras digitais retrô sem redes sociais, a 110D é um objeto de desejo genuíno: pequena, honesta em suas limitações e sem a pretensão de competir com o iPhone no bolso. Só falta a Camp Snap, ou algum importador local, decidir se vale a pena trazer isso oficialmente para cá.

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