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MercadoSegurança13 de out. de 2026, 01:19

Campanha de Lula aciona TSE e ANPD contra a Meta por falhas em anúncios

Equipe de reeleição do presidente acusa Meta de prejudicar o alcance de conteúdos de Lula no Instagram e Facebook entre 9 e 10 de outubro, favorecendo Flávio Bolsonaro. Empresa nega.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O que a campanha relata

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que a conta de anúncios do presidente foi retirada do ar pela Meta, dona do Instagram e do Facebook, e que houve interrupções no registro de visualizações e no alcance de publicações do perfil oficial de Lula. Segundo a campanha, o Instagram impediu o impulsionamento de conteúdos entre a tarde de 9 de outubro e a manhã de 10 de outubro — justamente a janela em que a equipe diz ter percebido engajamento menor que o da página de Flávio Bolsonaro (PL), apesar de Lula ter mais seguidores.

Com base nisso, a campanha vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentar denúncia à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão federal que fiscaliza o uso de dados pessoais no país. A tese da equipe de Lula é que "a sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa" pode configurar tentativa de interferência no processo eleitoral, em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

A resposta da Meta e a reação do TSE

Em nota enviada à TV Globo, a Meta classificou as acusações como falsas e disse que os problemas relatados não atingiram exclusivamente contas ou campanhas no Brasil, reafirmando que segue as regras eleitorais brasileiras.

Ainda no sábado, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta preste esclarecimentos formais sobre as dificuldades relatadas pela campanha de Lula para impulsionar conteúdo digital — um passo que antecede qualquer decisão sobre se houve, de fato, favorecimento a um dos lados da disputa.

O que ainda falta responder

Até agora, a Meta não detalhou publicamente qual foi a causa técnica das falhas nem apresentou dados que comprovem (ou refutem) a alegação de tratamento desigual entre as contas de Lula e de Flávio Bolsonaro. Também não há prazo público para a resposta da empresa ao TSE, nem posição da ANPD sobre se vai abrir investigação formal. Enquanto isso não acontece, o episódio se junta a uma lista crescente de atritos entre big techs e autoridades eleitorais brasileiras às vésperas da disputa de 2026.

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