
Capacete da Aegis Rider troca GPS e velocímetro por realidade aumentada
Sistema AR Optics da startup suíça projeta navegação e velocidade direto no campo de visão do motociclista, com preço a partir de £849 no mercado britânico.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O capacete já existia, o que é novo é o visor
A Aegis Rider, startup suíça nascida de um projeto de pesquisa da ETH Zurich, uma das principais universidades técnicas da Europa, não reinventou o capacete — ela colocou um computador dentro dele. O sistema AR Optics acopla a um capacete X.WST3 da Nexx, fabricante portuguesa de capacetes de moto, com certificação europeia ECE 22.06, e projeta GPS e velocímetro diretamente no campo de visão do piloto, sem precisar olhar para o painel da moto.
Câmera no queixo, sensor na cabeça
A referência de posição não é a cabeça do motociclista, e sim a própria moto: sensores e uma câmera posicionada na altura do queixo calculam a trajetória e ancoram as setas de navegação em coordenadas GPS reais, que aparecem como se estivessem fixadas na pista à frente. Um sensor de movimento (IMU) acompanha a rotação da cabeça, e o sistema desliga a exibição automaticamente em curvas ou quando o piloto olha para os lados — forma de evitar que a informação distraia justamente no momento mais arriscado da pilotagem.
O conjunto também grava vídeo em 1080p por até 20 horas, tem Bluetooth e microfone embutidos, e pesa cerca de 2 kg — perto do peso de um capacete integral comum já com uma câmera de ação acoplada, então não deve incomodar quem já roda com acessórios extras.
Vale o preço?
No Reino Unido, o conjunto custa entre £849 (R$ 6.272) e £1.399 (R$ 10.335), dependendo da versão, e já está à venda. Não há data de chegada ao Brasil nem conversão oficial — e, com impostos de importação, dificilmente o preço final por aqui ficaria perto do valor britânico. Para quem já gasta parecido em uma câmera de ação boa mais um suporte de celular com GPS, o pacote integrado pode compensar; para o resto, vale esperar a Aegis Rider — ou um concorrente — mirar o mercado brasileiro.
A empresa promete, para uma próxima versão, sensores de ponto cego — hoje a maior ausência do sistema perto do que já oferecem alguns carros com assistentes de condução.