tech & talk
Gadgets20 de set. de 2026, 18:01

Carregador antigo ainda serve no carro elétrico novo? Depende da potência

O plugue provavelmente encaixa, mas a velocidade de recarga pode cair pela metade se o wallbox antigo tiver potência menor que a aceita pelo carro novo.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

Compartilhar

O encaixe não é o problema

Praticamente todo carro elétrico ou híbrido plug-in vendido no Brasil usa o mesmo plugue para recarga em corrente alternada: o Tipo 2, também chamado de Mennekes, padronizado pela ABNT na norma NBR IEC 62196-2. Isso significa que, fisicamente, um wallbox comprado há três ou quatro anos ainda encaixa no carro novo. A dor de cabeça está em outro lugar.

O gargalo é a potência

Wallboxes residenciais são vendidos em três faixas típicas: 7 kW, 11 kW e 22 kW. Se o carregador antigo entrega 7 kW e o carro novo aceita até 22 kW de recarga AC, o carro não vai carregar mais rápido — ele fica limitado à velocidade do equipamento mais lento da corrente. "Se hoje o motorista tem um carregador Tipo 2 de 7 kW e compra um carro que aceita 22 kW, haverá uma limitação na recarga", resume Thiago Castilha, diretor da E-Wolf Carregadores, fabricante brasileira de equipamentos de recarga.

O caminho inverso também limita: um carro que só aceita 7 kW não ganha nada em velocidade plugado em um wallbox de 22 kW.

Antes de trocar, olhe para o disjuntor

Subir de faixa de potência não é só trocar o carregador na parede. Wallboxes de 7,4 kW normalmente funcionam em rede monofásica, com algo perto de 10,35 kVA contratados; já os de 11 kW e 22 kW pedem rede trifásica, com 13,8 a 27,6 kVA. Isso pode exigir redimensionar cabos e disjuntores, verificar se a instalação elétrica do imóvel aguenta a carga extra e até reavaliar o contrato com a concessionária de energia.

Vale o upgrade?

Para quem troca de um elétrico de entrada para um modelo com bateria maior e recarga mais rápida, sim: manter um carregador subdimensionado anula parte do investimento em um carro que recarrega mais rápido. A conta a fazer é simples — comparar a potência máxima de recarga AC do carro novo com a do wallbox atual antes de assinar o contrato de troca, e incluir o custo da reforma elétrica no orçamento total da troca de carro.

carro elétricocarregadorwallboxmobilidade elétricahardware
Compartilhar