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Gadgets19 de out. de 2026, 10:52

Carro usado a combustão ou elétrico 0 km: qual vale mais o preço no Brasil?

Menor custo de manutenção do elétrico compensa o preço mais alto? A resposta muda conforme a rotina, a garantia da bateria e a infraestrutura de recarga.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A pergunta que todo comprador faz

Trocar o carro bate numa bifurcação cada vez mais comum: comprar um elétrico 0 km, de tecnologia mais recente e manutenção simplificada, ou um usado a combustão, mais barato na entrada e com motor que qualquer mecânico de bairro sabe consertar. A resposta muda conforme o bolso e a rotina — mas dá para comparar especificação por especificação.

O que muda na manutenção

Foto: reprodução/cnnbrasil.com.br

O elétrico elimina os itens que mais pesam na manutenção de um motor a combustão: troca de óleo, velas, filtro de combustível, correias. Em compensação, a bateria de alta tensão é a peça mais cara do carro, e a garantia dela varia por fabricante. A BYD, montadora chinesa e uma das maiores fabricantes de elétricos do mundo, passou a cobrir a bateria de alta tensão de seus modelos 2026/2027 por oito anos ou 200 mil km, com garantia mínima de 60% da capacidade original de carga nesse período — regra que vale só para veículos novos, não para usados a combustão da mesma faixa de preço.

O que muda no preço de entrada

Aqui o usado a combustão ganha de longe: pelo valor de um elétrico 0 km de entrada, dá para comprar um carro a combustão de categoria superior, com mais espaço e equipamentos, ainda dentro da garantia de fábrica remanescente — que varia de três a oito anos, dependendo da marca e de quando foi emitida.

Vale o preço no Brasil?

Depende de três fatores: quanto o carro vai rodar por mês, se há onde recarregar em casa ou no trabalho, e por quanto tempo o comprador pretende manter o veículo. Para quem mora em cidade grande, tem recarga doméstica e roda bastante, o elétrico amortiza o preço mais alto ao longo dos anos, com menos manutenção. Para quem viaja com frequência para fora dos grandes centros, roda pouco ou tem orçamento mais justo, o usado a combustão ainda rende mais carro por real gasto.

Não existe resposta única — existe conta que precisa ser feita antes da compra, não depois.

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