
Casio lança Frogman GWF-D1000BC-1, relógio para extremos
A Casio, fabricante japonesa por trás da linha resistente G-Shock, apresentou o Frogman GWF-D1000BC-1, com resistência a 200 metros, sensor de profundidade e autonomia solar de até 23 meses.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A Casio, fabricante japonesa que construiu a linha G-Shock em cima da promessa de "nunca quebra", acaba de apresentar o mais recente reforço da família Master of G: o Frogman GWF-D1000BC-1, relógio de mergulho que parece ter sido pensado para sobreviver a qualquer coisa que o dono aprontar debaixo d'água.
Especificação virando experiência
No papel, os números já impressionam: resistência à água de 200 metros, dentro do padrão ISO para mergulho, com sensor que mede profundidade em intervalos de 10 centímetros até 80 metros. Na prática, isso significa registrar o mergulho de verdade — o relógio guarda log automático de até 20 mergulhos, com duração, profundidade máxima e temperatura mínima da água, além de monitorar o intervalo de superfície por até 48 horas e avisar se a velocidade de subida está perigosa. É a diferença entre um relógio "resistente à água" de vitrine e um instrumento de mergulho de verdade.
Foto: reprodução/notebookcheck.net
A caixa mistura aço inoxidável com resina, e a pulseira combina metal com resina de biomassa e um sistema de extensão em dois estágios, que permite prender o relógio por cima da roupa de mergulho. Bússola digital com correção automática, termômetro e sincronização de horário via rádio (Multiband 6) completam o pacote — sem menção a Bluetooth ou app no material da marca, o que sugere um relógio pensado para funcionar sozinho, longe de qualquer sinal de celular.
Energia que dura o mergulho — e o ano
Com carregamento solar (Tough Solar), a autonomia é de cerca de 7 meses com todas as funções ativas, podendo chegar a 23 meses em modo de economia sem captar luz. É o tipo de número que só faz sentido comparado à geração anterior: o GWF-D1000B-1JF, antecessor direto, pesava 141 gramas contra os 181 gramas do novo modelo — mudança de peso que aponta para uma construção mais robusta, coerente com o visual mais "furtivo", em preto, verde-oliva e bege, que substitui as cores mais vivas de antes.
Vale o preço no Brasil?
O preço japonês é ¥198.000, cerca de R$ 6.554 na conversão direta — valor puxado para cima frente aos ¥143.000 do modelo anterior. O lançamento, por ora, está confirmado só para o Japão, em setembro de 2026, sem data para chegada oficial ao Brasil. Para quem mergulha de verdade e não liga de importar, o salto de preço parece justificado pelos sensores extras; para o público geral, é um relógio de nicho caríssimo à espera de distribuição por aqui.