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Gadgets05 de out. de 2026, 09:49

Casio lança relógio G-SHOCK de safira azul limitado a 20 unidades

O G-SHOCK MRG-D5000 é o primeiro relógio da linha a usar estrutura de safira azul resistente a impactos, em edição de apenas 20 peças para o mundo todo.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Safira azul em um relógio feito para apanhar

A Casio, marca japonesa conhecida mundialmente pelos relógios G-SHOCK, apresentou o MRG-D5000, parte do que chama de 'Blue Rose Project'. É o primeiro G-SHOCK da história a usar uma estrutura resistente a impactos construída com componentes de cristal de safira azul — bezel e tampa traseira inteiros na pedra, não só o visor.

O desafio de engenharia aqui é grande: safira é um material duro, mas também frágil a certos tipos de impacto, justamente o oposto do que se espera de um G-SHOCK, linha que carrega a resistência a quedas como razão de existir. A solução da Casio foi uma montagem sem parafusos — batizada de 'MR-G Multi-Guard Structure' — já que os parafusos tradicionais poderiam causar trincas na safira durante um impacto.

Foto: reprodução/t3.com

Apenas 20 no mundo todo

A edição é limitada a 20 unidades, cada uma com número de série individual gravado. O relógio roda com o sistema solar Gallium Tough Solar, tem resistência à água de 20 bar, recepção de rádio Multi-Band 6 para ajuste automático do horário e opção de 5 fusos horários simultâneos entre 38 cidades.

O preço, segundo apuração internacional (a cobertura brasileira do lançamento não trouxe o valor), é de ¥11 milhões no Japão, com impostos — cerca de US$ 69,5 mil, ou aproximadamente £ 67 mil. Outros dois relógios saíram na mesma linha Blue Rose: o MRG-B5000SA, com duas safiras de 2 quilates cada, e o GMW-B5000SB, em aço com safiras cravadas no bisel, este bem mais acessível, por ¥110 mil no Japão.

Vale o preço no Brasil?

A comparação oficial usada no anúncio é que o MRG-D5000 custa mais que um Porsche Macan — mas isso depende de qual Macan e em qual mercado. No Brasil, o Macan de entrada custa hoje a partir de R$ 530 mil, bem mais que a conversão aproximada do relógio (algo como R$ 360 mil a R$ 380 mil, sem impostos de importação). A comparação provavelmente se baseia no preço do Macan em outro mercado, mais barato que o daqui. De qualquer forma, com apenas 20 unidades no mundo e nenhuma confirmação de venda no Brasil, a pergunta sobre valer o preço nem chega a se aplicar: é peça de colecionador, não produto de consumo. Quem quiser um, vai ter que brigar por uma das 20 vagas — e provavelmente importar.

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