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Mercado21 de ago. de 2026, 14:22

Castelion vale US$ 13 bi após rodada de US$ 1 bi para escalar mísseis hipersônicos

A startup fundada por ex-executivos da SpaceX levantou uma Série C de US$ 1 bilhão — sendo US$ 800 milhões em equity e US$ 250 milhões em crédito rotativo — co-liderada por Andreessen Horowitz, Carlyle e JPMorgan Chase para produzir em massa o míssil Blackbeard.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 13 bilhões: o preço da aposta em mísseis baratos e em série

Quatro anos depois de fundada, a Castelion chega a um valuation de US$ 13 bilhões com uma Série C de US$ 1 bilhão — estrutura pouco comum no mercado de venture capital: US$ 800 milhões em equity puro e mais US$ 250 milhões em linha de crédito rotativo comprometida. É dinheiro para produzir hardware físico em escala industrial, não para queimar em aquisição de usuário.

A rodada foi co-liderada por três nomes que raramente aparecem juntos em uma mesma mesa: Andreessen Horowitz, a gestora de private equity Carlyle e o braço de investimento estratégico do JPMorgan Chase. Completam o grupo Lightspeed, Lavrock Ventures, Altimeter, General Catalyst e Interlagos Capital, todos já investidores anteriores, além da estreante T. Rowe Price Associates entrando pela primeira vez no cap table.

Contratos militares e a corrida para 2027

A Castelion já assegurou mais de US$ 500 milhões em contratos com o governo americano nos últimos 18 meses e mira o fielding de seus sistemas em 2027. O capital recém-captado vai para três frentes: expandir a produção do míssil Blackbeard no Project Ranger, um complexo industrial de 1.000 acres no condado de Sandoval, Novo México; acelerar o desenvolvimento de um sistema de ataque de precisão de longo alcance; e iniciar sistemas de defesa aérea e antimísseis usando o mesmo método de fabricação.

“A dissuasão depende de uma força americana inequívoca — sistemas de armas altamente capazes, que os adversários temem, produzidos em quantidades que eles não conseguem imaginar”, disse o CEO e cofundador Bryon Hargis. Katherine Boyle, da Andreessen Horowitz, resumiu o intervalo entre a fundação e o momento atual: “Quatro anos depois, existe uma fábrica no Novo México e um acordo de produção com o Departamento de Guerra.”

Quem ganha e quem perde na disputa por defesa hipersônica

Quem ganha é a tese de que startups conseguem competir com as gigantes tradicionais de defesa — Lockheed Martin, Raytheon, Northrop Grumman — produzindo armamento hipersônico mais rápido e mais barato. A entrada do JPMorgan Chase como co-líder, ao lado de um private equity peso-pesado como a Carlyle, sinaliza que capital institucional tradicional está confortável para financiar diretamente hardware de guerra, não apenas software de defesa.

Quem perde terreno são as contratadas históricas do Pentágono, pressionadas a mostrar que também conseguem escalar produção em prazo curto — a Castelion promete sair do zero a programa de registro em menos de quatro anos, ritmo estranho à indústria bélica tradicional. Resta saber se o valuation de US$ 13 bilhões resiste ao teste de produção em massa, ainda não comprovado em escala pela empresa.

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