
ChatGPT ganha novo modo de voz que ouve e fala ao mesmo tempo
A OpenAI lançou o GPT-Live, modelo de voz com arquitetura full-duplex que reduz interrupções no Modo de Voz do ChatGPT. O recurso já está disponível em iOS, Android e navegador.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Ouvir e falar ao mesmo tempo
O ChatGPT tem um novo modelo de voz. Chama-se GPT-Live e já está disponível em iOS, Android e navegador. A mudança central é técnica: arquitetura full-duplex, que permite ao sistema ouvir e falar simultaneamente. Antes, o Modo de Voz do ChatGPT esperava o usuário terminar de falar para só então responder — e às vezes cortava a fala de quem estava do outro lado antes da hora.
Com o GPT-Live, isso muda. O modelo reconhece pausas, espera quando é o caso e consegue continuar ouvindo enquanto fala. Durante a conversa, ele também solta vocalizações como "mhmm" e "yeah", numa tentativa de imitar os sinais que humanos dão para mostrar que estão prestando atenção.
Foto: reprodução/engadget.com
Dois modelos, planos diferentes
A OpenAI dividiu o lançamento em duas versões. O GPT-Live-1, mais robusto, atende assinantes dos planos Go, Plus e Pro, com três níveis de inteligência à disposição: Instant (padrão), Medium e High. Já o GPT-Live-1 mini fica para quem usa a versão gratuita, com recursos mais limitados e sem opção de trocar o nível de inteligência.
O pacote inclui tradução em tempo real entre idiomas, transcrição escrita da conversa na tela e geração de widgets — gráficos e dados exibidos junto com a resposta falada. Para tarefas mais complexas, o sistema encaminha automaticamente a conversa para o GPT-5.5. Também funciona com o celular bloqueado.
O que ainda falta saber
A OpenAI não detalhou publicamente como o full-duplex lida com ambientes ruidosos, nem quanto de latência real o usuário sente numa ligação longa. Também não ficou claro se o GPT-Live-1 mini vai receber as mesmas atualizações de segurança do modelo pago no mesmo ritmo. Falta ainda um teste comparativo direto contra concorrentes como o modo de voz do Gemini para saber se a promessa de "conversa mais natural" se sustenta fora da demonstração controlada.