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IA16 de out. de 2026, 09:52

ChatGPT ganha vozes mais naturais e reconhece melhor sotaques

Usuários semanais do modo de voz do ChatGPT dobraram no último ano. A OpenAI, criadora do ChatGPT, lança os modelos GPT-Live-1.1 e GPT-Live-1.1 Quip com 13 vozes novas.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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O número que explica a atualização

Os usuários semanais do modo de Voz do ChatGPT dobraram ao longo do último ano. Foi esse crescimento que levou a OpenAI, criadora do ChatGPT, a anunciar em 15 de outubro os modelos GPT-Live-1.1 e GPT-Live-1.1 Quip, sucessores do GPT-Live-1 e do GPT-Live-1 mini.

O que muda na prática

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

São 13 vozes novas. Duas para cada um destes idiomas: francês, alemão, hindi, japonês, coreano e espanhol do México. Mais uma: Bubbie, em inglês, inspirada em avós.

No português do Brasil não há voz nova. Continuam Viola e Rio, já disponíveis.

A OpenAI diz que o ChatGPT "passa a variar melhor as expressões curtas usadas durante a execução de uma solicitação, evitando repetições". Na prática, menos "deixa eu verificar" repetido toda hora durante uma busca.

Por que o Brasil importa aqui

O Brasil está entre os cinco maiores mercados do ChatGPT para interações por voz, segundo a empresa. Não é um dado qualquer: explica por que a OpenAI tende a priorizar correções de sotaque e pronúncia para o português em atualizações futuras, mesmo sem vozes novas nesta rodada.

O lado que a OpenAI não escondeu

A documentação técnica divulgada junto com o lançamento registra algo que normalmente não aparece em material de divulgação: pioras estatisticamente significativas do GPT-Live-1.1 em algumas categorias de testes sintéticos, incluindo conteúdo sexual, saúde mental, dependência emocional e violência gráfica.

Ou seja, o modelo ficou mais natural para conversar, mas pior em alguns filtros de segurança nesses testes específicos. A empresa não detalhou publicamente o tamanho dessas pioras nem quando pretende corrigi-las.

O que ainda falta responder

A OpenAI não informou um cronograma de liberação por região nem confirmou se novas vozes em português estão nos planos. Também não há explicação pública sobre a causa das pioras em segurança apontadas pela própria documentação. Essas duas lacunas devem pautar a cobertura nas próximas semanas.

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