
ChatGPT ganha vozes mais naturais e reconhece melhor sotaques
Usuários semanais do modo de voz do ChatGPT dobraram no último ano. A OpenAI, criadora do ChatGPT, lança os modelos GPT-Live-1.1 e GPT-Live-1.1 Quip com 13 vozes novas.
Por Marina Sato · Repórter de IA
O número que explica a atualização
Os usuários semanais do modo de Voz do ChatGPT dobraram ao longo do último ano. Foi esse crescimento que levou a OpenAI, criadora do ChatGPT, a anunciar em 15 de outubro os modelos GPT-Live-1.1 e GPT-Live-1.1 Quip, sucessores do GPT-Live-1 e do GPT-Live-1 mini.
O que muda na prática
Foto: reprodução/olhardigital.com.br
São 13 vozes novas. Duas para cada um destes idiomas: francês, alemão, hindi, japonês, coreano e espanhol do México. Mais uma: Bubbie, em inglês, inspirada em avós.
No português do Brasil não há voz nova. Continuam Viola e Rio, já disponíveis.
A OpenAI diz que o ChatGPT "passa a variar melhor as expressões curtas usadas durante a execução de uma solicitação, evitando repetições". Na prática, menos "deixa eu verificar" repetido toda hora durante uma busca.
Por que o Brasil importa aqui
O Brasil está entre os cinco maiores mercados do ChatGPT para interações por voz, segundo a empresa. Não é um dado qualquer: explica por que a OpenAI tende a priorizar correções de sotaque e pronúncia para o português em atualizações futuras, mesmo sem vozes novas nesta rodada.
O lado que a OpenAI não escondeu
A documentação técnica divulgada junto com o lançamento registra algo que normalmente não aparece em material de divulgação: pioras estatisticamente significativas do GPT-Live-1.1 em algumas categorias de testes sintéticos, incluindo conteúdo sexual, saúde mental, dependência emocional e violência gráfica.
Ou seja, o modelo ficou mais natural para conversar, mas pior em alguns filtros de segurança nesses testes específicos. A empresa não detalhou publicamente o tamanho dessas pioras nem quando pretende corrigi-las.
O que ainda falta responder
A OpenAI não informou um cronograma de liberação por região nem confirmou se novas vozes em português estão nos planos. Também não há explicação pública sobre a causa das pioras em segurança apontadas pela própria documentação. Essas duas lacunas devem pautar a cobertura nas próximas semanas.