
ChatGPT passa a editar arquivos do Google Drive no lugar do Gemini
Desde 13 de agosto, assinantes pagos do ChatGPT podem abrir, analisar e editar documentos do Google Drive sem sair do chat. A novidade tira do Gemini a exclusividade que tinha dentro do próprio Drive.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Integração chegou em 13 de agosto
A OpenAI liberou, a partir de 13 de agosto de 2026, acesso do ChatGPT a arquivos guardados no Google Drive. Assinantes dos planos Plus, Pro, Enterprise, Edu, Healthcare e Business já podem usar o recurso na versão web do ChatGPT, nos modos Chat e Work.
Na prática, o ChatGPT passa a abrir, analisar e editar documentos, planilhas e apresentações do Google Docs, Sheets e Slides direto do Drive. Antes, essa tarefa era território do Gemini, assistente de IA do próprio Google integrado nativamente ao pacote de produtividade.
Foto: reprodução/9to5mac.com
Como funciona
O usuário anexa arquivos por meio de menções com @ ou pelo botão de composição do chat. Dá para trabalhar com um documento em visualização dividida na tela, lado a lado com a conversa, ou selecionar uma pasta inteira com vários arquivos de uma vez. Com autorização, o ChatGPT edita o arquivo original direto no Drive — não é preciso baixar, editar e subir de novo.
O alcance da liberação varia por tipo de conta. Usuários Pro podem conectar e configurar a sincronização com o Drive sozinhos. Em espaços de trabalho Business, a integração já vem ativada por padrão, mas um administrador pode desligá-la. Já em contas Enterprise e Edu, é o administrador quem precisa habilitar a função antes que qualquer pessoa do time use o recurso — um controle a mais para ambientes corporativos e educacionais.
Por enquanto, o recurso cobre Drive pessoal e arquivos compartilhados individualmente. Shared Drives, os drives compartilhados de equipe, ainda ficam de fora. A versão mobile do ChatGPT também não tem o recurso — a OpenAI diz que o suporte a celular está previsto, mas não deu prazo.
O que ainda falta responder
A OpenAI não divulgou números de adoção nem detalhou limites de uso — quantos arquivos por conversa, tamanho máximo de documento ou frequência de sincronização. Também não há informação pública sobre como a empresa trata os dados dos arquivos acessados nem por quanto tempo ficam retidos nos servidores da OpenAI. Falta ainda saber se o recurso vai chegar aos usuários do plano gratuito e quando o suporte mobile efetivamente sai do papel.