tech & talk
Mercado14 de set. de 2026, 21:42

Chevrolet marca janeiro para híbridos de Tracker e Montana chegarem às lojas

A Chevrolet confirmou janeiro como mês de estreia das versões híbridas do SUV Tracker e da picape Montana, com sistema MHEV de 48V que roda em etanol — o primeiro da GM no mundo com essa capacidade.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

Compartilhar

Janeiro é a data, 48 volts é o diferencial

Janeiro de 2026. Essa é a data que a Chevrolet cravou para colocar nas concessionárias brasileiras as versões híbridas do SUV Tracker e da picape Montana — os primeiros modelos da marca no país com o sistema de hibridização leve MHEV de 48 volts. O motor é um 1.2 turbo flex de três cilindros combinado a um gerador elétrico de 48V, capaz de rodar tanto com gasolina quanto com etanol. Segundo a montadora, é a primeira vez no mundo que a General Motors aplica essa tecnologia com capacidade flex — o etanol brasileiro vira, assim, vitrine tecnológica global para a marca.

Onde é feito

Foto: reprodução/canaltech.com.br

O motor sai da fábrica de Joinville (SC), enquanto a montagem final de Tracker e Montana continua em São Caetano do Sul (SP). O lançamento entra no guarda-chuva do plano de investimento de R$ 10,5 bilhões que a GM já havia anunciado para o Brasil até 2028.

Por que isso importa na corrida por híbridos

A promessa técnica da Chevrolet é superar os sistemas de 12V usados pela concorrência, com ganho de torque em ultrapassagens e retomadas, além de redução no consumo de combustível e nas emissões. Isso coloca a marca no mesmo patamar de rivais que já vendem híbridos de produção nacional no Brasil — Fiat, Toyota, Jeep e GWM, montadora chinesa que já opera fábrica própria no país. O Tracker deve mirar diretamente o Jeep Renegade, enquanto a Montana híbrida entra para disputar espaço com a Fiat Toro, ambos ainda restritos a sistemas 12V menos robustos.

Quem ganha e quem perde

Quem ganha é a Chevrolet, que estava atrasada na corrida de eletrificação leve no segmento de SUVs compactos e picapes médias e agora chega com um argumento técnico inédito — motor híbrido flex é isca tanto para o consumidor brasileiro price-sensitive quanto para a matriz global da GM, que ganha uma prova de conceito de hibridização rodando a etanol. Quem sente a pressão são os rivais que já tinham híbridos rodando no país com sistemas de 12V: o intervalo de meses até janeiro dá a eles uma janela curta para reagir antes que a Chevrolet reposicione Tracker e Montana como opção tecnicamente superior na categoria.

chevrolethíbridosindústria automotivaetanolgm
Compartilhar