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Mercado17 de ago. de 2026, 15:35

EX2, carro chinês, vende 32,3 mil unidades só em julho, e impacta o Brasil

Ranking chinês de julho de 2026 tem Geely, Leapmotor, Tesla e Xiaomi no topo, enquanto BYD já é a 4ª marca mais vendida no Brasil no primeiro semestre, à frente da Hyundai.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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32.306 unidades é o número que abre o ranking

O Geely Xingyuan (também vendido como EX2) liderou as vendas por modelo na China em julho de 2026, com 32.306 unidades, segundo dados compilados por veículos especializados no mercado chinês. Na sequência vêm o Leapmotor A10 (26.424 unidades), o Tesla Model Y (25.158), o Xiaomi SU7 (21.044) e o Fang Cheng Bao Ti 7 (20.320). BYD aparece com o Yuan Up/Yuan Pro (20.275) e o Sealion 06 (15.395), reforçando o domínio dos elétricos e híbridos plug-in num top 10 que só tem um nome de combustão pura, o Toyota Corolla Cross.

Por que isso importa para o Brasil

Foto: reprodução/carnewschina.com

A relação não é hipotética: o Geely Xingyuan (EX2) já chegou ao mercado brasileiro no fim de 2025 e a marca planeja produção nacional ainda em 2026. Mais importante, a BYD — presente no top 10 chinês com dois modelos — já é hoje a quarta marca mais vendida no Brasil no primeiro semestre de 2026, com 99.029 emplacamentos entre janeiro e junho, alta de 107% sobre o mesmo período de 2025, superando a Hyundai e ficando atrás apenas de Fiat, Volkswagen e GM.

Quem ganha: montadoras chinesas elétricas

O Brasil se tornou o maior importador de carros chineses do mundo em 2026, com US$ 5,2 bilhões em compras entre janeiro e maio, dos quais US$ 4,5 bilhões em veículos eletrificados — à frente de mercados tradicionais como Rússia, Bélgica e Reino Unido. O ranking chinês funciona como vitrine antecipada: os mesmos modelos que dominam as ruas de Pequim e Xangai tendem a desembarcar por aqui meses depois, com montadoras como Geely e BYD já testando ou anunciando produção local.

Quem perde terreno

Montadoras tradicionais a combustão, incluindo marcas japonesas e a própria Hyundai no Brasil, sentem a pressão de um mercado chinês que já elegeu o carro elétrico como padrão — e que exporta essa preferência junto com os próprios veículos.

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