
Cidade no Texas usa 'gêmeo digital' pra agilizar emergências
Frisco, no Texas, transformou um mapeamento interno de prédios criado em 2008 num gêmeo digital que hoje cobre mais de 200 instalações e ajuda de bombeiros a equipes de manutenção.
Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities
Pra quem mora em Frisco, no Texas, uma emergência dentro de uma escola ou de um prédio público hoje aciona um mapa digital que já existe há quase 20 anos. O programa se chama SAFER e nasceu em 2008 só com plantas de escolas — hoje cobre mais de 200 prédios da cidade.
O que o sistema faz
Rodando sobre a plataforma ArcGIS, da Esri, o SAFER dá a despachantes de emergência e equipes de controle acesso a layouts de salas, localização de materiais perigosos, pontos de acesso ao telhado e listas de contato dos prédios — tudo pela mesma interface, em tempo real. O uso está presente nas 78 escolas de Frisco, atendendo mais de 66 mil estudantes, e também em hospitais, shoppings, centros de eventos e até na sede do Dallas Cowboys.
De ferramenta de emergência a gestão predial
O que começou como resposta a crises acabou virando ferramenta do dia a dia: as equipes de manutenção da cidade agora usam o mesmo mapeamento para localizar desfibriladores automáticos externos (DEA) espalhados pelos prédios e programar a troca periódica dos aparelhos, sem precisar visitar cada instalação para conferir onde eles estão.
As perguntas que ficam
O caso de Frisco é citado como referência por outras cidades americanas que avaliam soluções parecidas, mas ele levanta as perguntas de sempre em projeto de govtech: quanto custou manter e expandir uma base de dados de 200 prédios ao longo de quase duas décadas, quem tem acesso a informações sensíveis como plantas de escolas e localização de materiais perigosos, e como fica a manutenção do sistema se o contrato com o fornecedor da plataforma mudar. Nenhum desses números aparece divulgado publicamente até agora — só o resultado operacional que a prefeitura decidiu mostrar.