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Mercado31 de ago. de 2026, 20:57

Circleback lança plano grátis e baixa preço para US$ 14/mês

Startup de anotações de reunião com IA abandona o modelo só-pago, cria camada gratuita e reduz mensalidade paga de US$ 20,83 para US$ 14, numa aposta para ampliar a base de usuários num mercado disputado por Granola, Fireflies e Read AI.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 14 por mês: o novo piso da Circleback

US$ 14 por mês. É esse o novo valor de entrada dos planos pagos da Circleback, startup que transcreve e resume reuniões com inteligência artificial — uma queda em relação aos US$ 20,83 mensais cobrados até então. Mas a mudança mais relevante não é o desconto: pela primeira vez, a empresa também vai oferecer um plano totalmente gratuito, com transcrição ilimitada de reuniões, histórico de 30 dias, acesso aos aplicativos mobile e Apple Watch, uma IA para consultar as transcrições e integrações com Linear e Slack.

Por que abrir a porteira agora

Segundo o cofundador Ali Haghani, a decisão nasce de um problema simples: o antigo período de teste, limitado, gerava alta taxa de abandono antes que os usuários enxergassem valor no produto. "Se apenas abrirmos as portas e permitirmos que mais pessoas usem o produto, isso vai colocar a Circleback na frente de mais gente", disse Haghani à TechCrunch. Nos planos pagos, o diferencial passa a ser integrações completas, histórico ilimitado e acesso total a API e MCP — recursos voltados a times que já dependem da ferramenta no dia a dia.

Um mercado que só engordou

A corrida por transcrever e organizar reuniões virou uma das frentes mais concorridas da IA aplicada a produtividade. Circleback disputa espaço com Granola, Fireflies, Read AI, Wispr e até Calendly, que vem expandindo funcionalidades correlatas. Nesse cenário, oferecer uma porta de entrada gratuita é a jogada clássica de crescimento via product-led growth: sacrificar receita imediata de usuários casuais para converter parte deles em clientes pagantes — e, principalmente, aumentar a visibilidade orgânica da marca sem recorrer a anúncios pagos no Google ou na Meta, prática que a empresa evita deliberadamente.

Uma startup enxuta e já lucrativa

O que chama atenção é o tamanho da operação por trás da manobra. Fundada em 2023 por Ali Haghani (ex-engenheiro do Stripe) e Kevin Jacyna (ex-Tableau), a Circleback levantou apenas US$ 2,5 milhões em 2024 e, ainda assim, diz ser lucrativa desde então. Com um time de só oito pessoas, a empresa opera com run-rate de receita acima de US$ 1 milhão por funcionário — o que aponta para uma receita anualizada de cerca de US$ 8 milhões. É um contraste e tanto com boa parte do setor de IA, ainda dependente de rodadas bilionárias para sustentar crescimento. Agora, a aposta da Circleback é que dar de graça parte do produto acelere ainda mais essa curva.

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