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Smart Cities06 de set. de 2026, 12:41

CivicPlus cria laboratório para testar IA dentro de prefeituras dos EUA

Nova unidade da fornecedora de software para governos locais quer usar IA contra processos lentos, mas não revela quais cidades vão participar dos testes.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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Um laboratório dentro do governo

A CivicPlus, fornecedora americana de softwares de gestão usada por mais de 13 mil prefeituras e órgãos públicos, anunciou em 2 de setembro a criação do CivicPlus Innovation Labs, unidade dedicada a testar inteligência artificial em processos do dia a dia da administração municipal. Segundo a empresa, a ideia é juntar pesquisa com moradores, a experiência de funcionários públicos clientes e capacidade de IA para atacar problemas crônicos: processos lentos, sistemas que não conversam entre si e uma cobrança cada vez maior por autoatendimento por parte do cidadão.

O que já existe — e o que ainda é promessa

O laboratório não nasce do zero: parte de seis produtos de IA lançados pela CivicPlus em janeiro, reunidos sob o nome CivicPlus Intelligence. Um deles, o CivicPlus Agent, foi usado por uma cidade não identificada para transformar mais de 645 mil PDFs de registros públicos em uma base de dados pesquisável. Outro, o assistente Athena, ajuda funcionários a responder chamados e gerenciar alertas dentro de um sistema de atendimento ao cidadão (CRM 311), mas exige confirmação humana explícita para criar, editar ou apagar dados — um controle chamado "humano no circuito".

Quem paga, quem fiscaliza

Nenhuma das fontes consultadas nomeia as cidades que vão participar do novo laboratório, nem detalha custos ou prazos de teste. A empresa também não informa se moradores das cidades-piloto serão avisados de que estão interagindo com ferramentas em fase experimental, nem qual órgão vai auditar decisões tomadas com apoio da IA antes de elas chegarem ao cidadão. Para quem depende de serviços públicos digitais — desde solicitar uma poda de árvore até denunciar um buraco na rua — essas respostas importam tanto quanto a tecnologia em si: é o cidadão, no fim, quem sente na pele se o sistema errar.

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