
Prepare o bolso: Claro sobe preço do TV+ Box
A Claro reajustou o pacote TV+ Box de R$ 139,90 para R$ 159,90 por mês, um aumento de 14,30% que soma R$ 240 extras ao ano. A operadora alega que o combo ainda sai mais barato do que assinar os streamings separadamente.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
R$ 240 a mais no bolso do assinante
A Claro aumentou em 14,30% o preço do Claro TV+ Box, seu combo de TV por assinatura com streamings inclusos. A mensalidade sai de R$ 139,90 para R$ 159,90, o que representa R$ 240 a mais no ano para quem mantém o plano. O novo valor já vale para novos clientes desde 26 de agosto, enquanto os assinantes atuais sentem o reajuste na data de aniversário do próprio plano — ou seja, o impacto chega em momentos diferentes para cada cliente, mas ninguém escapa dele.
O que está incluído no pacote
O Claro TV+ Box reúne mais de 120 canais ao vivo e o acesso a seis serviços de streaming: Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, Apple TV, Globoplay e HBO Max. É justamente esse pacote combinado — TV linear mais streamings — que ficou 14,30% mais caro de uma tacada só, um percentual bem acima da inflação do período e que reacende a discussão sobre o peso crescente dos combos de entretenimento no orçamento das famílias.
O argumento da Claro: ainda compensa
Procurada, a Claro defende o reajuste com uma conta específica: segundo a operadora, contratar separadamente os streamings incluídos no pacote custaria R$ 268,48 por mês. Comparado a esse valor cheio, os R$ 159,90 cobrados pelo TV+ Box representariam uma economia relevante para o assinante. É o discurso já conhecido do setor de bundles: o preço sobe, mas a empresa argumenta que a alternativa — assinar tudo avulso — sairia ainda mais caro.
Quem ganha e quem perde
No curto prazo, quem ganha é a Claro, que aumenta a receita por assinante em um serviço que já embute custos de licenciamento de conteúdo de terceiros — parte do motivo, historicamente, de reajustes desse tipo em pacotes de streaming agregado. Quem perde é o consumidor que já via o combo como forma de economizar e agora precisa desembolsar R$ 20 a mais por mês sem ganhar nenhum serviço adicional.
O caso também expõe um padrão do mercado brasileiro de streaming: reajustes de dois dígitos percentuais têm se tornado comuns tanto em serviços avulsos quanto em pacotes combinados, à medida que as operadoras repassam custos de conteúdo e buscam melhorar margens. Para o consumidor, a comparação que realmente importa não é mais streaming avulso versus combo, mas sim quanto cada reajuste consome do orçamento mensal destinado a entretenimento — e, nesse quesito, o TV+ Box acaba de ficar 14,30% mais pesado.