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IA25 de ago. de 2026, 22:29

Claude Cowork ganha memória compartilhada com o chat

A Anthropic uniu a memória do chat do Claude com o Cowork, sua ferramenta de tarefas. O recurso vem ligado por padrão, mas dados sensíveis continuam de fora, a menos que o usuário ative manualmente.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Uma memória. É isso que a Anthropic está unificando entre o chat do Claude e o Claude Cowork, sua ferramenta para executar tarefas. A partir desta terça-feira, 25 de agosto, o que o usuário conta numa conversa de chat passa a valer também no Cowork, e vice-versa.

O que muda

Até agora, chat e Cowork guardavam contexto separado. Repetir instruções sobre um projeto, o nome do gestor ou o formato preferido de um relatório era rotina. Com a memória compartilhada, o Claude passa a registrar informações durante a conversa, não só ao final dela, e aplica esse contexto em qualquer uma das duas frentes.

Os exemplos citados pela Anthropic dão a medida do uso pretendido: o Cowork reconhecer quem é a chefe do usuário e como ela prefere receber atualizações, lembrar detalhes de um evento ao montar orçamento e logística, ou manter as mesmas métricas de equipe em decks de resultados trimestrais sem precisar de novo briefing.

Ligado por padrão, com trava para dados sensíveis

O recurso vem habilitado automaticamente nos planos Free, Pro e Max, em web, desktop e mobile — neste último caso, é preciso atualizar o app. Não é opt-in: quem não quiser, precisa desativar.

Já o armazenamento de tópicos sensíveis funciona ao contrário. Por padrão, o Claude não guarda dados de saúde, raça, etnia, religião, orientação política ou identidade de gênero. Para isso mudar, o usuário precisa ativar manualmente um toggle em Configurações > Memória.

Mesmo com essa chave ligada, há um piso que não se move: números de documento, Social Security e histórico criminal ou de imigração continuam fora da memória, sob qualquer configuração. A Anthropic afirma que avisa o usuário quando algo sensível é salvo, e que essas exclusões valem daqui para frente — não reescrevem o que já foi registrado em conversas anteriores.

Controle nas mãos do usuário

Diferente de sistemas de memória mais opacos, a Anthropic diz que expõe o que foi retido: dá para ler, editar ou apagar qualquer tópico armazenado, item por item, pelas configurações de memória.

O que ainda falta responder

A Anthropic não detalhou como a memória se comporta em contas de equipe ou workspace — se o contexto fica isolado por usuário ou pode circular entre integrantes de um mesmo projeto no Cowork. Também não ficou claro se há limite de volume de informação retida, nem por quanto tempo dados apagados permanecem no backend antes da exclusão definitiva.

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