
Claude ganha memória entre conversas, mas evita dados sensíveis por padrão
A Anthropic ampliou a memória do Claude para os planos Free, Pro e Max, guardando preferências e contexto de projetos — mas exclui dados sensíveis do usuário por padrão.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Claude já lembra de você em três planos
A Anthropic, startup americana de inteligência artificial fundada por ex-pesquisadores da OpenAI, expandiu a memória do Claude, seu assistente de IA. O recurso já funciona nos planos Free, Pro e Max, na web e nos aplicativos de computador e celular. Empresas nos planos Team e Enterprise também podem usar, mas dependem de liberação do administrador.
A memória guarda informações extraídas das conversas: cargo e objetivos profissionais, projetos em andamento, pessoas e lugares citados com frequência, preferências de comunicação e tom, e até correções que o usuário já fez antes. O sistema separa memória geral de memórias de projetos específicos, para não misturar contexto de um trabalho com o de outro.
O que fica de fora por padrão
Dados sensíveis não entram na memória do Claude por padrão. Números de documentos, contas financeiras e status migratório ficam de fora sempre. Temas como raça, religião, saúde, política e identidade de gênero também são excluídos — a não ser que o próprio usuário libere isso manualmente nas configurações.
Para ativar, o caminho é Configurações > Recursos (no celular) > Memória > "Gerar memória a partir das conversas". Dá para pausar a criação de novas memórias sem apagar as existentes, e dá para incluir os tópicos sensíveis se quiser.
O que a Anthropic não disse
A empresa não detalhou por quanto tempo essas memórias ficam armazenadas nem se há um limite de tamanho por conta. Também não ficou claro se o recurso vai virar padrão em contas Team e Enterprise sem depender de liberação manual do administrador. Por ora, quem quer o controle total sobre o que a IA sabe sobre si precisa ir até as configurações e checar, item por item, o que está na lista.