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IA19 de set. de 2026, 11:00

Claude já lidera 26% da pesquisa e desenvolvimento da Anthropic

A Anthropic informou que o Claude passou de menos de 1% para 26% do trabalho de P&D da empresa entre março e setembro. A companhia diz que o modelo ainda não opera de forma totalmente autônoma em nenhuma tarefa medida.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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O número que a Anthropic decidiu publicar

26%. É essa a fatia do trabalho de pesquisa e desenvolvimento que a Anthropic, criadora do assistente de IA Claude e rival da OpenAI, diz que já é liderada pelo próprio Claude. Em março, esse índice era inferior a 1%. Em seis meses, saltou para mais de um quarto de toda a P&D interna da empresa.

O dado foi divulgado pela própria Anthropic como parte de um relatório mais amplo sobre o progresso rumo à chamada automelhoria recursiva — a capacidade de um modelo ajudar a construir seu próprio sucessor sem depender de humanos. A companhia diz que Claude ainda não opera de forma totalmente autônoma em nenhuma das atividades avaliadas.

Colaboração, não substituição — por enquanto

Segundo a Anthropic, mais de 90% das pesquisas conduzidas pela empresa em agosto envolveram trabalho conjunto entre humanos e IA. Ou seja, mesmo com a fatia de 26% liderada pelo Claude, a maior parte do processo ainda passa por supervisão humana direta.

A empresa também informou que cerca de 30 mil agentes de IA estavam em operação em agosto, responsáveis por mais de 1 bilhão de decisões ao longo do mês. Desse total, apenas 1 em cada 47 mil decisões foi bloqueada — um indicador que a Anthropic usa para sugerir que os agentes operam, na maior parte do tempo, dentro dos limites esperados.

Segurança ficou com fatia menor de capacidade computacional

Em uma semana de julho, a Anthropic destinou 6% de sua capacidade computacional a trabalho de segurança. Quando o recorte considera apenas as pesquisas conduzidas pela própria IA, esse índice sobe para 12%.

Para chegar aos números de P&D liderada pelo Claude, a empresa usou um sistema de classificação desenvolvido pela Epoch AI, posteriormente checado por avaliadores humanos.

A Anthropic defende que outros laboratórios de fronteira publiquem métricas semelhantes com regularidade, usando uma metodologia pública. Em suas palavras, "modelos que aceleram o próprio desenvolvimento podem tornar mais desafiador para os humanos entenderem ou controlarem esses sistemas".

O que ainda fica em aberto

A Anthropic não detalhou como exatamente o índice de 26% é calculado tarefa a tarefa, nem quais laboratórios concorrentes — se algum — aceitaram o convite para publicar dados comparáveis. Também não fica claro se a trajetória de crescimento (de 1% para 26% em seis meses) deve se manter no mesmo ritmo, ou se há um teto para o quanto o Claude pode assumir do próprio desenvolvimento antes que a autonomia total entre em jogo.

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