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Gadgets11 de ago. de 2026, 11:13

Clicks Power Keyboard: o teclado BlackBerry volta, grudado no celular

A Clicks lançou por US$ 99 um teclado físico destacável que se prende ao celular via MagSafe ou Qi2, prometendo a digitação tátil da era BlackBerry — mas o preço a pagar é peso extra e um aparelho mais difícil de segurar.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Um pedaço de nostalgia que pesa 180 gramas

Se você é do time que ainda sente saudade de digitar em um teclado físico de verdade, a Clicks quer vender esse sonho de volta — literalmente encaixado nas costas do seu smartphone. A startup lançou o Power Keyboard, um teclado QWERTY deslizante de US$ 99 que se prende via MagSafe (iPhones a partir do 12) ou Qi2 (Android compatíveis, como a linha Pixel 10 e o HMD Skyline), sem precisar de capinha ou adaptador. É Bluetooth para a conexão de dados e ímã para a fixação física — a promessa é digitar como em 2010, só que no aparelho de 2026.

Da ideia ao teclas-na-mão

Foto: reprodução/techcrunch.com

A Clicks não é estreante nesse nicho: em 2024 a empresa já vendia uma capa com teclado embutido, que dependia da bateria do próprio celular via USB-C. O Power Keyboard corrige esse ponto ao trazer bateria própria de 2.150 mAh, que além de alimentar o teclado ainda funciona como power bank sem fio para o telefone — um adicional que faz sentido para quem também usa o acessório fora de casa. Segundo a reportagem original da TechCrunch, a curva de aprendizado ficou mais suave que na primeira geração, e o teclado desliza para fora quando necessário e se recolhe quando não está em uso, funcionando em modo retrato e paisagem.

O preço da nostalgia: 180 gramas extras

Aqui mora o compromisso do título: em telefones grandes — como os modelos Pro Max ou dobráveis — o acessório de 119,7 x 76,6 x 15,2 mm e 180 gramas deixa o conjunto desequilibrado e desconfortável de segurar com uma mão, além de brigar com capinhas de proteção e caber mal no bolso da calça. A recomendação da própria reviewer da TechCrunch é usá-lo em aparelhos menores, como o iPhone Air, onde o ganho de digitação compensa mais o peso extra. Outros veículos, como TechRadar e Boing Boing, confirmam a construção robusta e a sensação tátil boa das teclas, mas repetem a ressalva: não é para quem prioriza leveza no dia a dia.

Vale a pena importar?

O Power Keyboard não tem venda oficial no Brasil, então quem quiser experimentar a nostalgia BlackBerry vai precisar importar — o que soma frete, impostos e o risco de garantia internacional a um acessório de nicho. Para quem cresceu com um Bold ou um Curve na mão e sente falta física das teclas, pode valer o desapego. Para o usuário comum, a pergunta que fica é se vale sacrificar o equilíbrio do celular — e uns bons reais a mais na conversão — só para reviver uma experiência que a indústria abandonou há mais de uma década.

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