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Mercado06 de nov. de 2026, 07:45

Com Congresso democrata, big techs devem enfrentar onda de convocações em 2027

Democratas conquistaram maioria na Câmara e no Senado nas eleições de terça-feira e assumem comitês-chave em janeiro. Parlamentares já prometem convocar CEOs de IA e investigar os cortes do DOGE de Elon Musk.

Por Marcos Silva · Repórter de plantão

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Democratas retomam o Congresso

Os Democratas venceram as eleições de terça-feira, 3 de novembro de 2026, e garantiram maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos. O resultado devolve ao partido o controle dos comitês legislativos a partir de janeiro, quando a nova composição toma posse.

Com a Câmara nas mãos democratas, o deputado Hakeem Jeffries desponta como favorito à presidência da Casa. No Senado, a maioria dá ao partido poder de barrar indicações do governo Trump e de pautar investigações.

Setor de tecnologia na mira

A vitória eleitoral abre caminho para um Congresso mais hostil às grandes empresas de tecnologia. Parlamentares democratas já sinalizaram publicamente que pretendem usar os novos comitês para apertar o cerco a big techs e companhias de inteligência artificial.

O deputado Greg Casar, à frente do Congressional Progressive Caucus, defendeu que CEOs de empresas de IA devem ser convocados a testemunhar sob juramento. O senador Ed Markey foi na mesma linha, prevendo uma enxurrada de intimações contra as big techs.

O deputado Robert Garcia, da Comissão de Supervisão da Câmara, disse que executivos de tecnologia devem contratar advogados, numa sinalização de que as convocações serão agressivas. Já o senador Ron Wyden, da Comissão de Finanças, também citou intimações como parte da resposta democrata ao resultado das urnas.

IA, data centers e DOGE sob investigação

Entre os alvos esperados estão as regras sobre inteligência artificial e a expansão de data centers, tema que apareceu em dezenas de disputas locais nestas eleições. Segundo levantamentos, eleitores rejeitaram projetos de data centers em quase 50 iniciativas de votação pelo país, um revés para empresas do setor.

Democratas também devem investigar os cortes promovidos pelo DOGE (Department of Government Efficiency, departamento criado por Elon Musk no governo Trump para reduzir gastos públicos). Parlamentares já pedem a realização de audiência com Musk sobre as operações e o financiamento do DOGE.

Ainda é uma incógnita até onde o escrutínio vai avançar. A Chamber of Progress, coalizão de política tecnológica de centro-esquerda, alertou os democratas para não confundir uma onda antiTrump com um mandato antitecnologia. O que é fato, por ora, é a vitória eleitoral e a troca de comando nos comitês; o alcance real das convocações e investigações só será definido quando a nova legislatura assumir, em janeiro.

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