
Como a Lightspeed encontrou sua nova sócia por DM no Instagram
A gestora de venture capital Lightspeed contratou a criadora de conteúdo e investidora Claire Zau após uma mensagem direta no Instagram, parte de uma estratégia maior de VCs que apostam em redes sociais para atrair fundadores.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Uma contratação que começou com uma DM
A gestora de venture capital Lightspeed Venture Partners revelou que sua mais recente contratação, a investidora Claire Zau, começou com uma simples mensagem direta no Instagram. Zau, que soma centenas de milhares de seguidores entre TikTok e Instagram como criadora de conteúdo sobre tecnologia, agora é sócia (partner) da firma, atuando na equipe de investimentos em estágio inicial (early-stage) e liderando a estratégia de "novas mídias" da Lightspeed.
A informação foi revelada em entrevista ao podcast Equity, da TechCrunch, por Josh Machiz, sócio e diretor de marketing (CMO) da Lightspeed, e pela própria Zau.
Instinto de investidora, não só audiência
Segundo Machiz, o que diferenciou Zau de outros criadores de conteúdo abordados pela firma não foi o tamanho da audiência, mas o instinto de investidora que ela já demonstrava antes de ingressar na Lightspeed. Antes da nova função, Zau passou seis anos investindo em empresas em estágio inicial, ao mesmo tempo em que construía sua plataforma de mídia pessoal.
Na Lightspeed, ela agora também coapresenta o podcast "Lightwork", ao lado de Machiz, voltado a educar futuros fundadores sobre o ecossistema de venture capital.
"Muita gente quer participar do futuro e está animada com tecnologia. Só que ninguém apresenta os fatos de um jeito acessível para elas", disse Zau sobre o papel da mídia que produz.
Parte de uma tendência maior
O caso da Lightspeed ilustra um movimento mais amplo entre firmas de venture capital, que têm recorrido cada vez mais a criadores de conteúdo e redes sociais para atrair fundadores e investidores. Segundo Machiz, o motivo passa também pelo enfraquecimento do jornalismo tradicional.
"Existe cada vez menos jornalismo tradicional por causa de demissões e consolidação na mídia. Se você é uma startup, fica mais difícil conseguir contar sua história", afirmou o executivo, que também destacou o valor de ter "visibilidade praticamente em tempo real de como as pessoas estão usando essas tecnologias e quais narrativas estão engajando".
A aposta da Lightspeed em conteúdo próprio — de podcasts a perfis pessoais de seus sócios — reflete uma estratégia de branding cada vez mais comum entre gestoras de venture capital em busca de proximidade direta com fundadores e talentos do setor de tecnologia.