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IA04 de ago. de 2026, 22:50

Como a viagem de luxo da OpenAI para influenciadores saiu pela culatra

A primeira "brand trip" da OpenAI, batizada de Summer Club e realizada em um resort de luxo em Nova York, virou alvo de críticas por seu contraste com debates sobre impacto ambiental e ético da IA.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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Um fim de semana de luxo que respingou na imagem da empresa

A OpenAI promoveu, no início de agosto de 2026, sua primeira viagem promocional para influenciadores digitais, batizada de "Summer Club". O evento aconteceu no resort de luxo Wildflower Farms, no interior do estado de Nova York, e reuniu criadores de conteúdo para jantares "farm-to-table", atividades de bem-estar como apicultura, workshops de pintura, cabines privadas e passeios pela natureza — além de treinamentos sobre produtos da empresa, com foco no recém-lançado ChatGPT Work e em um workshop de criação de sites usando ferramentas da OpenAI.

O evento foi organizado sob a liderança de Charles Porch, ex-executivo do Instagram contratado pela OpenAI como primeiro vice-presidente de parcerias criativas globais. Segundo o porta-voz da empresa, Drew Pusateri, a iniciativa foi "guiada por educação", com o objetivo de dar aos criadores experiência direta com as ferramentas da companhia.

A reação negativa nas redes

Influenciadores que inicialmente publicaram avaliações elogiosas sobre a experiência — destacando as cabines privadas, os passeios e as refeições — passaram a ser alvo de críticas nos comentários, com usuários acusando-os de terem "vendido a alma por um quarto de hotel legal". Ao menos uma criadora apagou o vídeo que havia postado sobre a viagem após a repercussão negativa. A cobertura da imprensa descreveu o tom das críticas como classificando o evento de "distópico".

Timing considerado agravante

Parte da indignação decorreu do contexto em que o evento ocorreu: a OpenAI estava próxima de fechar um acordo de US$ 500 bilhões para construir um data center em Ohio, além de manter um contrato de US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Para críticos, esses números tornaram o glamour do retiro ainda mais destoante diante de preocupações mais amplas sobre substituição de empregos, impacto ambiental de data centers e os riscos éticos da inteligência artificial.

Ações semelhantes de outras empresas de IA — como um jantar promovido pela Anthropic para o Claude e uma viagem da Microsoft ligada ao Super Bowl de 2026 — teriam gerado, segundo a cobertura do caso, uma rejeição pública bem menor do que a enfrentada pela OpenAI.

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