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Smart Cities26 de out. de 2026, 22:44

Como consultar o boletim de urna da sua seção no 2º turno

O Portal de Resultados do TSE deixa qualquer cidadão baixar o boletim de urna, o RDV e o log da sua seção eleitoral. Veja o passo a passo e por que essa transparência custa caro — e precisa ser cobrada.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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Seu voto, seção por seção, na palma da mão

Terminou a votação do 2º turno das Eleições Gerais de 2026, neste domingo, 25 de outubro, e a pergunta que fica pra mim como cidadã é sempre a mesma: como eu confirmo, com meus próprios olhos, o que aconteceu na urna da minha seção? A resposta está no Portal de Resultados do TSE — o Tribunal Superior Eleitoral, órgão que organiza e fiscaliza as eleições no Brasil —, que funciona como uma espécie de prestação de contas pública em tempo real.

O passo a passo pra achar o seu boletim

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

Segundo o Olhar Digital, o caminho é direto: acesse o Portal de Resultados do TSE, selecione as Eleições Gerais de 2026 no 2º turno, escolha estado, município e zona eleitoral, e pesquise o cargo e o candidato de interesse. Para ir direto à sua seção, é só entrar na área "Arquivos de Urna" e localizar o boletim correspondente.

Ali dá pra visualizar e baixar três documentos: o boletim de urna (BU), com o resultado da seção por candidatura; o registro digital do voto (RDV), que serve pra conferência dos votos registrados; e o log da urna eletrônica, que mostra dados de funcionamento do equipamento. É o tipo de granularidade que poucas democracias oferecem de graça, em poucos cliques, pro eleitor comum.

Por que isso é uma política de smart city eleitoral

Penso nesse portal como infraestrutura digital de cidade inteligente aplicada à democracia: um sistema público, acessível, que decentraliza a fiscalização — em vez de depender só de auditores e partidos, qualquer cidadão pode cruzar o boletim da sua seção com o resultado consolidado. É o mesmo princípio de portais de dados abertos de prefeituras, só que aplicado ao processo mais sensível da vida pública.

Mas toda ferramenta de transparência tem custo de manutenção, atualização e segurança — e aqui a pergunta de sempre: quanto custou desenvolver e manter esse portal, e quem auditou o código e a infraestrutura que sustentam os Arquivos de Urna? O TSE divulga valores de contratos de tecnologia eleitoral, mas o cidadão raramente vê esse número junto do convite para "consultar seu boletim".

Comparando: nem toda eleição é assim aberta

Em vários países, o acesso a boletins de seção individuais exige pedido formal ou não existe digitalmente. O modelo brasileiro, com download público do BU, do RDV e do log da urna, é referência — mas também é o tipo de sistema que precisa de fiscalização permanente, não só em ano de eleição, pra continuar sendo confiável.

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