
Como funciona o alerta da Defesa Civil que dispara no celular
Sistema Defesa Civil Alerta usa a tecnologia Cell Broadcast para enviar avisos de emergência sem depender de internet, com sirene que interrompe o uso do aparelho em situações de risco extremo.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Um aviso que interrompe o celular
Desde que o sistema Defesa Civil Alerta começou a ser expandido pelo país, ficou mais comum o celular disparar uma sirene alta de repente, interromper qualquer aplicativo aberto e exibir uma mensagem orientando o usuário a procurar um local seguro ou deixar imediatamente uma área de risco. A tecnologia por trás desse recurso é o Cell Broadcast, sistema de transmissão via telefonia celular usado para envio de mensagens de emergência.
Como a tecnologia funciona
Foto: reprodução/cnnbrasil.com.br
Diferentemente de um SMS convencional, o Cell Broadcast não depende de conexão à internet. O envio é feito diretamente pelas antenas de celular, que transmitem a mensagem para todos os aparelhos compatíveis dentro de um perímetro geográfico determinado — desde que estejam sob cobertura de sinal 4G ou 5G. Por padrão, o recurso já vem habilitado em todos os smartphones compatíveis, sem necessidade de instalação de aplicativos.
Dois níveis de alerta
O sistema opera com duas categorias principais. No caso do Alerta Extremo, o aparelho emite um sinal sonoro semelhante a uma sirene, que toca mesmo com o celular no modo silencioso e a tela congelada até que o usuário feche a notificação manualmente. Já o Alerta Severo aciona um sinal mais discreto, parecido com o bipe de um SMS comum, e não soa quando o aparelho está no silencioso.
Essa sobreposição ao uso normal do telefone é proposital: o objetivo é garantir que a pessoa seja avisada de situações de risco alto que exijam ação imediata de autoproteção, como enchentes, deslizamentos ou outros eventos climáticos extremos.
Quem decide disparar o alerta
A decisão de emitir um alerta — e o conteúdo da mensagem — cabe aos órgãos estaduais e municipais de Defesa Civil, que definem a área de risco e o momento do disparo conforme a gravidade da situação monitorada. Levantamentos de órgãos estaduais, como o do Paraná, mostram que a ferramenta já foi usada dezenas de vezes desde sua implementação para notificar a população sobre eventos climáticos severos.