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Segurança05 de out. de 2026, 09:47

Condado da Flórida acha 11 câmeras de monitoramento sem dono identificado

Ao revisar seu sistema de câmeras de leitura de placas após uma ordem estadual, um condado da Flórida descobriu 14 equipamentos sem autorização — e não conseguiu identificar quem instalou 11 deles.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

O condado de St. Lucie, na Flórida, descobriu que tinha muito mais câmeras de vigilância nas ruas do que imaginava — e não sabe quem instalou a maior parte delas. O caso veio à luz durante uma revisão forçada pelo Departamento de Transporte da Flórida (FDOT), que em agosto revogou todas as permissões para leitores automáticos de placas em rodovias estaduais depois que o governador Ron DeSantis classificou esse tipo de vigilância como "fora de controle". O órgão deu 30 dias, até o final de setembro, para a remoção dos equipamentos.

Foi nesse processo de auditoria que o condado percebeu uma discrepância: acreditava ter 52 câmeras da Flock Safety, empresa americana que opera uma rede de mais de 120 mil câmeras de leitura de placas usada por departamentos de polícia nos Estados Unidos, autorizadas em suas vias. Na prática, havia 14 câmeras extras sem permissão registrada, totalizando 66 equipamentos conhecidos na região. Das 14 sem autorização, três foram reivindicadas pelo próprio gabinete do xerife do condado — sem explicação clara do motivo de não estarem registradas. As outras 11 continuam sem proprietário identificado.

Foto: reprodução/wdbj7.com

As câmeras da Flock Safety fotografam veículos em movimento e registram placa, marca, modelo, cor e horário de passagem, alimentando um banco de dados na nuvem consultado por agências policiais parceiras para rastrear o deslocamento de veículos ao longo do tempo.

Quem é afetado

São moradores do condado, que circulam diariamente por vias monitoradas por câmeras cuja origem e finalidade são desconhecidas. James Clasby, comissário do condado, resumiu a preocupação: "Não saber a quem elas pertencem é, na minha opinião, outro problema", disse, acrescentando que não está confortável com a possibilidade de entidades fora da aplicação da lei operarem câmeras em vias públicas. Moradores ouvidos pela imprensa local relataram se sentir inseguros com a situação. O caso ganha peso adicional porque um ex-policial de Fort Pierce, cidade da região, foi afastado e enfrenta quatro acusações criminais por ter usado o sistema Flock para pesquisar a placa de uma ex-namorada 382 vezes — um episódio distinto das 11 câmeras misteriosas, mas que alimenta a desconfiança sobre o uso da tecnologia.

A Flock Safety, por meio de porta-voz, disse que busca permissões "onde exigido", mas que as regras variam por jurisdição e nem sempre são necessárias, afirmando estar disposta a colaborar diretamente com o condado.

O que fazer agora

  • Moradores podem solicitar ao próprio condado ou município pedidos de registro público para saber se há câmeras de leitura de placas na sua rua e quem as administra.
  • Em casos de dúvida sobre vigilância não identificada, é possível reportar ao poder público local — no caso, o condado já votou para remover todo o sistema das vias sob seu controle.
  • Câmeras de leitura de placas não substituem — nem se confundem com — radares de velocidade; elas servem a propósitos de rastreamento e investigação policial.
  • Fique atento a decisões futuras do condado sobre o destino das 11 câmeras sem dono, já que ainda não há confirmação de quem as controla nem se continuam coletando dados.
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