tech & talk
Games13 de set. de 2026, 11:48

Consoles subutilizados? Esses jogos provam o contrário

Enquanto parte da comunidade reclama que PS5 e Xbox Series ainda não foram explorados a fundo, uma leva de lançamentos recentes já mostra o teto técnico da geração. Reunimos os exemplos que mais pesam nesse debate.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

Compartilhar

A reclamação que não sai de moda

Todo ciclo de consoles tem a mesma queixa: "os estúdios ainda não sabem o que fazer com esse hardware". Rola nos fóruns, rola nas redes, rola até em painel de evento. Só que, quando a gente olha pro que já saiu nos últimos anos em PS5 e Xbox Series, fica difícil sustentar esse argumento com a mesma força de 2021.

SSD, luz e destruição em tempo real

Ratchet & Clank: Rift Apart, da Insomniac Games — estúdio californiano que também assina a série Spider-Man da Sony —, foi um dos primeiros a mostrar na prática o que o SSD do PS5 permitia: viagens entre dimensões sem tela de carregamento, com iluminação e sombras que não existiam em geração passada. Não é só velocidade, é uma decisão de design que só faz sentido com aquele hardware.

Já Alan Wake II, da finlandesa Remedy Entertainment, virou referência técnica por outro motivo: equilíbrio. O jogo usa recursos pesados de luz e sombra sem sacrificar a fluidez, e acabou adotado como parâmetro de benchmark em PC — nas notas, ficou com Metascore 89 no PS5 e 96 no PC, além de 92 no OpenCritic, uma marca alta pra um survival horror.

Senua's Saga: Hellblade II, da britânica Ninja Theory, subsidiária da Xbox Game Studios, foi na direção do fotorrealismo: Unreal Engine 5 com Lumen e Nanite entregando rostos e cenários nórdicos surpreendentemente detalhados, inclusive no Xbox Series S, console mais limitado da linha. A crítica dividiu opiniões sobre a duração curta do jogo, mas ninguém questionou o avanço visual.

Mundo aberto sem perder qualidade

Death Stranding 2: On the Beach, da Kojima Productions, é outro caso que pesa nesse debate: mundo aberto extenso rodando com fidelidade gráfica alta direto no PS5 base, sem depender de versão Pro. A recepção foi majoritariamente positiva, com Metascore 82 — patamar parecido ao do primeiro jogo, mas agora com sistemas mais redondos.

O que ainda está por vir

No horizonte, Forza Horizon 6 promete ray tracing rodando em tempo real no Xbox Series X, e Gears of War: E-Day quer usar Lumen, Nanite e microdestruição para cenários que reagem de verdade ao combate. E tem GTA 6, ainda sem data fechada, carregando a expectativa de amarrar tudo isso — fidelidade visual, cidade gigante, troca de personagem em tempo real — num pacote só.

O debate segue, mas o argumento perdeu força

Ninguém está dizendo que PS5 e Xbox Series já bateram no teto. Mas o argumento de que "nada foi feito com esse poder de processamento" fica cada vez mais difícil de defender diante desses exemplos. A geração amadureceu — e ainda tem jogo grande pela frente pra provar isso.

ps5xbox series xunreal engine 5geração atualray tracing
Compartilhar