
Conta de Adolescente do Instagram: o que é bloqueado por padrão para menores
Perfis de 13 a 17 anos ganham restrições automáticas contra desconhecidos, conteúdo sensível e uso excessivo. Entenda o que muda e como os pais podem acompanhar.
Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança
O que aconteceu
O Instagram passou a inserir automaticamente todo usuário de 13 a 17 anos na chamada Conta de Adolescente, um modo com uma camada extra de proteções ativada por padrão desde a implementação gradual no Brasil, iniciada em fevereiro de 2025. Não é mais possível escolher uma conta comum sem essas restrições durante o cadastro: quem informa idade nessa faixa é automaticamente enquadrado no novo modelo, segundo o Tecnoblog e a própria Meta.
Entre os bloqueios padrão estão:
- Perfil privado por padrão, com aprovação manual para novos seguidores;
- Mensagens restritas, bloqueando DMs de desconhecidos — adolescentes só recebem mensagens de quem já seguem ou com quem têm conexão prévia;
- Filtro de conteúdo sensível na configuração mais restritiva, reduzindo exposição a lutas, procedimentos cosméticos e conteúdo sexualmente sugestivo no Explorar e nos Reels;
- Busca bloqueada para temas sensíveis, como automutilação, suicídio, álcool, transtornos alimentares e conteúdo violento;
- Palavras ocultas ativado, filtrando termos ofensivos em comentários e pedidos de mensagem;
- Marcações limitadas, permitindo apenas que pessoas seguidas marquem ou mencionem o adolescente;
- Alerta de tempo de tela, com notificação para encerrar o app após 60 minutos de uso diário;
- Modo de Descanso automático das 22h às 7h, que silencia notificações e ativa respostas automáticas.
Quem é afetado
A mudança vale para todos os usuários entre 13 e 17 anos no Instagram, incluindo contas já existentes que foram migradas para o novo modelo. Adolescentes de 13 a 15 anos não conseguem afrouxar nenhuma dessas configurações sozinhos: qualquer alteração para deixar o perfil menos restritivo exige autorização de um pai, mãe ou responsável vinculado pela supervisão parental. Já quem tem 16 ou 17 anos pode ajustar algumas configurações sozinho, mas as proteções continuam ativas por padrão.
O que fazer agora
Para famílias com filhos adolescentes no Instagram, o Tecnoblog e a Meta recomendam:
- Ativar a supervisão parental dentro do app, vinculando a conta dos pais à do adolescente para acompanhar o uso;
- Conferir o resumo de contatos, que mostra com quem o filho interagiu nos últimos sete dias — sem acesso ao conteúdo das conversas;
- Definir limites diários de tempo de uso e horários de bloqueio direto pelo painel de supervisão;
- Verificar se a conta do menor está mesmo configurada como Conta de Adolescente, já que perfis antigos podem precisar de conferência manual;
- Conversar com o adolescente sobre por que as restrições existem, já que parte da eficácia depende de o próprio usuário não tentar burlar a idade cadastrada.
A proteção é automática, mas não substitui o diálogo em casa: especialistas ouvidos pela imprensa apontam que ainda existem brechas, como a possibilidade de o próprio usuário informar uma idade falsa no cadastro.