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Smart Cities26 de set. de 2026, 16:39

Conta de luz: Aneel muda para bandeira verde em outubro e tira cobrança extra

Mudança vale a partir de outubro; consumidores deixam de pagar os R$ 1,885 adicionais a cada 100 kWh cobrados pela bandeira amarela desde maio.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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Alívio de um mês na conta de luz

Depois de cinco meses seguidos pagando a mais, o consumidor brasileiro vai ver a conta de luz sem cobrança extra em outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão federal que regula o setor elétrico e define as tarifas cobradas das distribuidoras, confirmou a mudança da bandeira amarela para a verde a partir de outubro, encerrando a sequência que começou em maio.

As bandeiras tarifárias são um sistema criado pela Aneel em 2015 para sinalizar, na fatura, o custo real de gerar a energia consumida no país. Quando os reservatórios das hidrelétricas estão cheios, vale a bandeira verde, sem cobrança adicional. Quando é preciso acionar termelétricas mais caras para completar o abastecimento, entram as bandeiras amarela ou vermelha, com acréscimo por kWh consumido. Nos últimos meses, o consumidor pagava R$ 1,885 a mais a cada 100 kWh por causa da bandeira amarela — valor que some da conta de outubro.

Por que mudou agora

A justificativa técnica é a transição entre o período seco e o período úmido nas principais bacias hidrográficas do país. O aumento de chuvas nas regiões Sul e Sudeste encheu os reservatórios das hidrelétricas, reduzindo a necessidade de acionar termelétricas — e é justamente esse custo extra que a bandeira amarela repassava ao consumidor.

O aviso que fica: e o resto da conta?

A pergunta que cabe aqui é a de sempre: quanto isso realmente muda no bolso, e por quanto tempo? A resposta é pouca coisa e por pouco tempo. Mesmo com a bandeira verde em outubro, a própria Aneel projeta reajuste médio de 9,4% nas tarifas de energia para 2026 — quase o dobro da inflação estimada para o ano, puxado por custos com encargos do setor, compra de energia e despesas das distribuidoras. Ou seja: o consumidor ganha um mês sem taxa extra da bandeira, mas segue no radar de um aumento estrutural bem maior na tarifa-base, decidido em processos que a maioria dos brasileiros nunca acompanha nem tem meios de fiscalizar diretamente.

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