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Games26 de set. de 2026, 16:38

Control Resonant: por que vale a pena ler tudo no jogo

Sequência de Control chegou às lojas com recepção majoritariamente positiva, e repete a fórmula da Remedy de esconder parte da história em documentos opcionais.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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A sequência que manda continuar lendo

Control Resonant, sequência direta de Control (2019), chegou às lojas em 24 de setembro — quem comprou a edição deluxe teve acesso 48 horas antes. O jogo é da Remedy Entertainment, estúdio finlandês conhecido por construir a narrativa dos próprios jogos em cima de documentos, gravações e "achados" espalhados pelo cenário, a mesma fórmula usada em Alan Wake e no Control original. Está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X.

A história se passa sete anos depois do primeiro jogo. Quem assume o controle agora é Dylan Faden, irmão gêmeo da protagonista original, Jesse Faden, que acorda de um coma numa Manhattan distorcida por forças sobrenaturais — o já conhecido Hiss, o Mold, e uma ameaça nova batizada de "Resonance". A ação sai do prédio fechado do Federal Bureau of Control (FBC) e passa a acontecer em distritos abertos da cidade.

Foto: reprodução/store.steampowered.com

O que a crítica está dizendo

A recepção ficou dividida, mas majoritariamente positiva. A IGN deu 8 de 10, o Game Informer 8,5, e a Vice chamou o jogo de "o melhor trabalho da Remedy até hoje". Do outro lado, o GamesRadar foi mais duro, apontando combate repetitivo como o maior problema. No Steam, o veredito dos jogadores é "muito positivo", com 90% de avaliações favoráveis.

O ponto que divide opinião: vale a pena ler tudo?

Assim como no primeiro Control, boa parte da construção de mundo em Resonant não está na cutscene, está no documento perdido numa gaveta, no relatório arquivado, no áudio esquecido numa sala vazia — ler é opcional pra terminar o jogo, mas é onde moram as respostas que a história principal não entrega de bandeja. Pra quem já reclamou de "jogo com missão de ficar lendo papel", vale um adendo: aqui a leitura não é enrolação burocrática, é onde o FBC de fato faz sentido como organização — e isso pesa a favor de quem valoriza mundo construído com cuidado mais do que ritmo acelerado o tempo todo.

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