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Mercado14 de set. de 2026, 21:39

Cornelis capta US$ 205 milhões pra furar o domínio de rede da Nvidia

Spin-off da Intel, a Cornelis Networks quer resolver o tempo ocioso das GPUs em data centers de IA com uma arquitetura de rede aberta batizada de Active Compute Fabric.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 205 milhões pra brigar com quem domina o mercado

A Cornelis Networks, fabricante de redes para data centers de IA que nasceu de um spin-off da Intel em 2020, fechou nesta segunda-feira (14) uma rodada de US$ 205 milhões liderada pela gestora IAG Capital Partners. O dinheiro vai bancar a produção em escala dos switches CN5000 e CN6000 e acelerar a chegada de um produto batizado de Active Compute Fabric.

O problema que a Cornelis diz resolver

Segundo a CEO da empresa, Lisa Spelman, "a infraestrutura de IA está chegando a um ponto em que só ter endpoints mais rápidos não basta — o fabric precisa virar parte ativa do sistema de computação". Na prática, o Active Compute Fabric ataca um desperdício conhecido do setor: boa parte do tempo de uma GPU cara é gasto esperando dado chegar, parada, sem processar nada. A arquitetura combina transporte sem perda de pacotes com aceleração embutida na própria rede, permitindo que os chips processem e transmitam informação ao mesmo tempo.

Como isso mira a Nvidia

A diferença de proposta é a abertura: enquanto a Nvidia vende um pacote fechado de GPU, interconexão NVLink e switches próprios, a Cornelis promete um fabric que funciona com hardware de diferentes fabricantes. Não à toa, a empresa também anunciou colaboração com a Qualcomm em infraestrutura de IA em escala de rack — Tony Pialis, executivo de data center da Qualcomm, participa do lançamento na AI Infra Summit desta terça (15).

Quem ganha, quem ainda não sabe

Quem ganha, no papel, são os operadores de data center que hoje dependem do ecossistema fechado da Nvidia e querem opção de compra. Quem ainda não tem resposta é o tamanho real dessa fatia: a Cornelis não divulgou o valuation da rodada nem quantos clientes já usam a nova arquitetura. Até lá, a "alternativa aberta à Nvidia" continua sendo mais promessa de arquitetura do que market share provado.

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