
Crazy Taxi: World Tour anima na BGS 2026, mas ainda trava bastante
Em 30 minutos de teste no estande da SEGA, o preview mostrou a alma arcade de volta, mas quedas de quadro a cada esquina mostram que falta otimização.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
23 anos depois, o táxi volta a buzinar
Crazy Taxi sumiu das prateleiras desde o Dreamcast, lá em 2000, e voltou a aparecer de verdade na Brasil Game Show 2026. A SEGA, dona de franquias como Sonic e produtora original de Crazy Taxi, trouxe uma demo jogável de Crazy Taxi: World Tour para o público testar — deu pra ficar 30 minutos ao volante, passando por duas cidades: São Francisco e uma cidade alemã.
O jogo é tocado por Kenji Kanno, o mesmo criador do Crazy Taxi original de 1999, que a SEGA trouxe de volta especialmente para este revival anunciado no The Game Awards de 2023. É um bom sinal pra quem tem nostalgia do arcade: o espírito de "pegar o passageiro, acelerar e derrapar pra chegar rápido" está de volta, e dá pra alternar entre corridas de táxi tradicionais e entregas de pizza contra o relógio.
Foto: reprodução/gameblast.com.br
A parte que ainda preocupa
Só que a versão testada na BGS tinha, nas palavras de quem jogou, "péssimo desempenho": quedas de quadros e travamentos a cada esquina — justamente o tipo de problema que mais frustra em um jogo sobre dirigir rápido e sem hesitar. A interface também pesa a mão: a HUD empilha ícones demais, e os marcadores de onde pegar e deixar passageiros nem sempre ficam claros em meio ao visual colorido do jogo.
Vale lembrar que é build de showfloor, roda em evento, sob demanda, e ainda sem data certa de lançamento — a SEGA fala apenas em 2027, sem mês definido, para PC, PS5, Xbox e Nintendo Switch 2. Dá tempo de corrigir. Mas quem acompanha a cena sabe que "ainda é só o começo" virou desculpa recorrente pra jogo chegar quebrado no dia 1.
O que o torcedor de Crazy Taxi quer saber
Falta a SEGA confirmar se o World Tour vem com microtransação — o histórico recente da publisher em outros jogos levanta essa dúvida — e se a otimização muda até o lançamento. Por ora, o que dá pra garantir é que a ideia por trás do jogo, arcade puro sem pretensão de simulação, continua fiel ao original.