Crítica internacional vê Pixel 11 mais caro e menos ousado que o Pixel 10
Reviews internacionais desta semana apontam upgrades tímidos no chip Tensor G6, RAM reduzida no Pro e preços mais altos em toda a linha — enquanto o Pro Fold impressiona pelo brilho de tela recorde. No Brasil, tudo isso continua sendo teoria: a Google não vende Pixel por aqui.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O que a crítica internacional está dizendo
A leva de resenhas da nova linha Pixel — Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL, Pixel 11 Pro Fold e o Pixel Watch 5 — saiu esta semana, e o tom predominante é de "upgrade morno". O histórico da linha Tensor ajuda a explicar o ceticismo: o design segue praticamente igual ao da geração anterior, mas o preço subiu em toda a família.
Segundo o Engadget, o Pixel 11 parte de US$ 899, US$ 100 a mais que o Pixel 10 no lançamento americano. A tela Actua de 6,3 polegadas, com 60-120Hz e até 3.000 nits, é descrita como "praticamente idêntica" à do modelo anterior — ou seja, quem tem um Pixel 10 não ganha nada na tela. A bateria, ao menos, teria segurado bem no uso real, segundo o review.
Foto: reprodução/engadget.com
O golpe da RAM: o Pro ficou mais caro e mais fraco
O ponto mais controverso apurado pelo Engadget é a redução de RAM no Pixel 11 Pro: a configuração básica caiu de 16GB (no Pixel 10 Pro) para 12GB, e para recuperar os 16GB é preciso subir para a versão de 512GB ou 1TB — um adicional de até US$ 350 só para igualar a memória do ano passado. O Pixel 11 Pro estreia a US$ 1.099, US$ 100 acima do Pixel 10 Pro. A Google atribuiu o corte à disparada no preço do gigabyte de RAM no mercado, de US$ 2,80 para US$ 12, segundo dados citados pela empresa.
O chip Tensor G6 também decepcionou nos benchmarks: segue em processo de 3nm da TSMC (não os 2nm que se especulava) e continua atrás de rivais com Snapdragon 8 Elite Gen 5 e Apple A19 Pro, ainda que a Google alegue ganhos de até 25% em navegação web e 50% em capacidade da TPU para IA on-device.
Foto: reprodução/tomsguide.com
Pro Fold brilha na tela, mas câmera ainda é ponto fraco
Já o Pixel 11 Pro Fold, segundo o Tom's Guide, tem "a tela mais brilhante entre os dobráveis testados pelo site", com pico de quase 3.000 nits na tela principal — mas o restante do pacote (desempenho do Tensor G6, ganhos de bateria) foi chamado de "refresh excessivamente seguro". Preço: US$ 1.899, US$ 100 acima do Pixel 10 Pro Fold.
Vale o preço no Brasil?
Aqui a resposta é direta: não dá para "valer o preço", porque não existe preço oficial no Brasil. A Google nunca vendeu a linha Pixel oficialmente no país — motivo recorrente apontado pela imprensa é a estrutura tributária brasileira, que penaliza quem não fabrica localmente, como fazem Samsung e Motorola. Quem quiser um Pixel 11 por aqui depende de importação paralela ou mercado cinza, com preços bem acima dos US$ 899 a US$ 1.899 praticados nos EUA, mais impostos e sem garantia local. Para quem já tem um Pixel 10, o consenso das reviews é esperar a próxima geração.