
Cyberpunk: Mercenários 2 troca de elenco e ignora a 1ª temporada
A nova temporada da série da Netflix ambientada no universo de Cyberpunk 2077 chega em 20 de outubro com quatro protagonistas inéditos e uma história que não faz referência aos eventos da primeira leva.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Nova turma, mesma Night City
Depois de conquistar fãs e virar fenômeno de audiência, Cyberpunk: Mercenários volta à Netflix em 20 de outubro com a 2ª temporada — e quem espera reencontrar David Martinez e a trupe da primeira leva vai levar uma surpresa. A nova fornada, com dez episódios liberados de uma vez só, apresenta um elenco totalmente novo e promete nem citar os eventos da temporada anterior, segundo o crítico Diego Corumba.
Na prática, a série assume formato antológico: continua dentro do universo de Cyberpunk 2077, o RPG de ação da CD Projekt Red (estúdio polonês por trás também da franquia The Witcher), mas conta uma história independente, sem amarração direta com o que vimos antes.
Foto: reprodução/gamehall.com.br
Quem são os novos protagonistas
O grupo central da temporada é formado por quatro personagens. Weak Kingsley, antigo "King", é um veterano mercenário que já teve seus dias de glória e agora precisa seguir em frente sem os implantes cibernéticos — ele também lida com episódios de ciberpsicose. Roman Carax é o contraponto mais humano do grupo: um jovem cinéfilo que se envolve, meio sem querer, com a gangue Maelstrom, e usa uma câmera analógica para tentar registrar algo verdadeiro em meio ao caos de Night City.
Completam o quarteto D, netrunner da Snake Nation que busca vingança pelo massacre do próprio clã, e Talia, que cresceu nas torres corporativas antes de ser moldada pelo convívio com a violenta Maelstrom.
O que muda (e o que continua)
Quem produz a animação segue sendo o Studio Trigger (o mesmo estúdio japonês de Kill La Kill e Promare), em parceria com a CD Projekt Red, o que garante continuidade visual com a primeira temporada. A grande virada é narrativa: em vez de dar sequência à história de David, a Netflix aposta em expandir o universo com um recorte antológico, mantendo a violência crua e os momentos de reflexão sobre a distopia que marcaram a primeira leva.
Vale a expectativa?
Para quem é fã do jogo original, a mudança de protagonistas pode pesar — afinal, não existe gancho direto com o que ficou marcado na 1ª temporada. Por outro lado, manter o Studio Trigger no comando da animação é a maior garantia de qualidade entregue até agora, e a proposta de histórias entrelaçadas em Night City tem potencial para expandir o universo sem repetir fórmula. Vale acompanhar o lançamento com expectativa calibrada: é uma nova história, não uma continuação.