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Gadgets14 de set. de 2026, 21:40

Dell XPS 13 (2026) com Wildcat Lake é o 1º rival de peso do MacBook Neo

Com preço a partir de US$ 699, bateria de até 17 horas e desempenho de CPU que supera o MacBook Neo em benchmarks, o novo XPS 13 é a resposta mais séria da Dell à Apple em anos.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Um XPS 13 mais simples, mas mais competitivo

Peguei o novo Dell XPS 13 (2026) esperando mais um upgrade incremental. Não foi bem isso. A Dell trocou o Meteor Lake da geração anterior pelo Intel Core 5 320, apelidado de "Wildcat Lake", e usou a troca para reposicionar o notebook: menos premium no papel, mas endereçado direto ao público que hoje cogita um MacBook Air ou o novo MacBook Neo, da Apple.

O chassi em alumínio usinado (CNC) caiu para 12,7 mm de espessura e cerca de 1 kg, tornando este o XPS 13 mais fino e leve já lançado. Na mão, a sensação é de um notebook mais "comum" que os XPS de gerações passadas — a Dell inclusive recuou em duas decisões polêmicas de design: trouxe de volta a linha de teclas de função físicas e substituiu o touchpad hápico sem bordas por um touchpad mecânico convencional, com clique de verdade. Prático no dia a dia, ainda que menos "futurista".

Foto: reprodução/gizmodo.com

Desempenho: rápido no CPU, capenga no GPU

Nos testes de benchmark, o Wildcat Lake surpreendeu no processamento geral: o XPS 13 superou o MacBook Neo em cerca de 15% no Cinebench e terminou uma renderização no Blender quase 30 segundos mais rápido usando CPU. É um resultado e tanto para um chip de entrada da Intel.

O problema aparece na GPU integrada: a mesma cena no Blender, processada por GPU, levou quase três minutos no Dell contra menos de 40 segundos no chip A18 Pro da Apple. Ou seja, para tarefas de produtividade e multitarefa leve o XPS 13 convence; para edição gráfica ou qualquer coisa que dependa de aceleração gráfica, o MacBook Neo ainda vence com folga.

Tela boa, bateria com ressalvas

Foto: reprodução/tomsguide.com

A tela de 13,4 polegadas, resolução 2.5K (2560x1600) touch, taxa de atualização de até 120Hz, brilho de 500 nits e cobertura DCI-P3 está entre as melhores da categoria abaixo de US$ 1.000 — só que a Dell tirou a opção de OLED que existia antes, o que pesa contra quem usa o notebook para consumir vídeo.

Sobre bateria, os números variam bastante conforme o teste: a Dell promete até 17 horas com a bateria de 52 Wh, alguns testes de uso real cravaram pouco mais de 14 horas, e outros, em reprodução contínua de vídeo a 40% de brilho, passaram de 19 horas. Na prática, dá para encarar o dia de trabalho sem carregador tranquilamente — só não espere sempre os 17 anunciados.

Vale o preço, e chega ao Brasil?

Com preço inicial de US$ 699 (US$ 599 na versão estudante, com 8 GB de RAM) e US$ 899 na configuração de 16 GB, a Dell está competindo de frente com o próprio MacBook Neo em faixa de preço — não só em especificação. Até o fechamento desta matéria não há confirmação oficial de chegada desta configuração ao Brasil nem conversão para reais, então qualquer comparação de custo-benefício por aqui ainda fica no campo da expectativa.

De todo modo, é o primeiro XPS 13 em anos que me fez pensar duas vezes antes de recomendar automaticamente um MacBook para quem quer portabilidade com desempenho decente. Não é mais o notebook mais chique da prateleira da Dell, mas é o argumento mais forte que a marca já teve contra a Apple nesse segmento.

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