
DFM Box, rival do Dolphin, deve custar até R$ 130 mil no Brasil
Na China, o Dongfeng Box custa o equivalente a R$ 40,9 mil. Rebatizado de DFM Box, ele deve chegar ao Brasil entre R$ 120 mil e R$ 130 mil para enfrentar o BYD Dolphin.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
O número que importa
Na China, o Dongfeng Box custa o equivalente a R$ 40,9 mil. No Brasil, onde chega rebatizado de DFM Box, a estimativa é de R$ 120 mil a R$ 130 mil — um salto de mais de três vezes no preço, puxado por imposto de importação, homologação e custos comerciais locais.
O carro
O DFM Box é um hatch elétrico compacto (4,03 m de comprimento) com motor dianteiro de 95 cv, bateria de 42,3 kWh e autonomia de até 430 km no ciclo chinês CLTC — próximo de 310 km em uso real, pelo ciclo PBEV. Vem com tela central de 12 polegadas, câmera de 540 graus e sistemas de assistência ao motorista, e é vendido na China também sob o nome Nammi 01.
Contra quem vai brigar
O modelo mira o segmento de elétricos de entrada, hoje disputado no Brasil por BYD Dolphin, GAC Aion UT, MG4 Urban e marcas como Geely. Pra entrar nessa disputa, a DFM (nome que a Dongfeng adotou para operar no país) planeja abrir cerca de 20 concessionárias inicialmente, com meta de chegar a 50 até o fim de 2026.
Foto: reprodução/canaltech.com.br
Quem ganha e quem perde
O consumidor brasileiro ganha mais uma opção de elétrico chinês barato — mesmo com o preço triplicado ante a China, o DFM Box ainda mira concorrer abaixo do que hoje custam SUVs elétricos maiores. Quem sente a pressão são as marcas já estabelecidas no segmento de entrada, que vão precisar competir também em rede de assistência e pós-venda, ponto sensível para fabricantes chinesas recém-chegadas.
O que falta responder
A data oficial de início das vendas no Brasil ainda não foi confirmada, e o preço final depende de como ficarem as alíquotas de importação de elétricos chineses ao longo de 2026 — variável que já mudou de patamar mais de uma vez nos últimos anos.