
Diretor de Final Fantasy 7 defende mídia física e cutuca o PlayStation
Naoki Hamaguchi, diretor da trilogia de remakes de Final Fantasy 7, disse temer o fim dos jogos físicos e revelou que busca uma edição em disco para Final Fantasy 7 Revelation, que não terá exclusividade com a Sony.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Diretor da trilogia de FF7 defende o disco
Naoki Hamaguchi, diretor dos remakes de Final Fantasy 7, voltou a público para defender a permanência dos jogos em mídia física, num momento em que grandes publishers têm reduzido o lançamento de versões em disco. A declaração foi dada durante o FF14 Fan Fest, em entrevista ao canal Ashif's Release Notes.
"Como jogador, eu as adoro. Seria uma grande pena se essa cultura desaparecesse", disse Hamaguchi sobre os jogos físicos. Ele reconheceu que a indústria caminha para o digital, mas afirmou que, tanto como criador quanto como fã, quer que os games físicos continuem existindo.
Foto: reprodução/gamesradar.com
Sem exclusividade com a Sony
O pano de fundo da declaração é o desenvolvimento de Final Fantasy 7 Revelation, capítulo final da trilogia de remakes iniciada em 2020. Diferentemente das entregas anteriores, que tiveram períodos de exclusividade temporária com o PlayStation, a Square Enix não renovou o acordo com a Sony: Revelation chegará simultaneamente a Xbox, Nintendo Switch 2 e PC, além do próprio PlayStation, quando for lançado — a expectativa é 2027.
O jogo promete estrutura de mundo aberto e um sistema de mudança de classes, mudanças consideradas as mais ambiciosas da trilogia. As pré-vendas ainda não foram abertas.
Edição física ainda incerta
Sobre um possível lançamento físico de Revelation, Hamaguchi foi cauteloso, mas otimista: "Eu gostaria que existisse algum tipo de edição física disponível. Analisamos quais são as melhores opções", afirmou. Ele especulou que, no futuro, os jogos físicos podem sobreviver de formas alternativas — como uma caixa contendo apenas um código de download, sem a mídia em si.
A fala ecoa uma preocupação recorrente entre desenvolvedores veteranos da indústria: a de que a migração total para o digital retira dos jogadores o direito de possuir fisicamente seus jogos, além de eliminar o mercado de usados e a preservação física de acervos.