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Gadgets06 de nov. de 2026, 07:46

Dirigi a picape elétrica de US$ 25 mil da Slate: vale o hype?

Um test-drive de 45 minutos no protótipo da picape elétrica da Slate Auto, startup americana apoiada por Jeff Bezos, reforça o otimismo em torno de um veículo elétrico que parte de US$ 24.950.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Quarenta e cinco minutos para mudar a régua de preço de um elétrico

Quarenta e cinco minutos ao volante foram suficientes para mudar a régua do que esperar de uma picape elétrica barata. Esse foi o tempo de test-drive relatado em protótipo da Slate, startup americana de veículos elétricos apoiada pelo investidor Jeff Bezos, que promete colocar nas ruas a picape elétrica mais barata dos Estados Unidos: US$ 24.950, antes de taxas.

O relato, feito num trajeto entre a região de Washington D.C. e Rockville, no estado americano de Maryland, aponta que aprender a dirigir o protótipo foi "surpreendentemente fácil" — elogio que não é pouco para um veículo pensado para ser o mais simples e acessível possível, sem acabamento de luxo nem lista extensa de opcionais.

Foto: reprodução/techcrunch.com

Como ela se compara ao que já existe no mercado

Em specs, a picape usa bateria LFP de 65 kWh fornecida pela Gotion e promete autonomia na faixa de 205 milhas (cerca de 330 km) na configuração testada por outros veículos da imprensa americana, com opção de pacote maior de bateria para quem quer rodar mais. A potência fica em 181 cv, com torque de 195 lb-pé, aceleração de 0 a 60 mph em 8 segundos e velocidade máxima de 90 mph — números modestos se comparados a picapes elétricas premium, mas coerentes com a proposta de ser o elétrico mais barato da categoria nos Estados Unidos.

A fabricação está prevista para a fábrica da Slate em Warsaw, no estado americano de Indiana, com capacidade projetada de 150 mil unidades por ano — escala que, se confirmada, colocaria a startup em patamar relevante de produção para um projeto ainda recente no mercado americano de elétricos.

Vale o preço, mesmo sem versão para o Brasil?

A pergunta inevitável de quem lê sobre um elétrico de US$ 25 mil no Brasil é se o carro chegaria por aqui — e a resposta curta é que não há, nas fontes apuradas, qualquer menção a planos de venda fora dos Estados Unidos. Ainda assim, o relato de dirigibilidade "refrescantemente fácil" e a sensação de carro "firme e confortável" relatada por outros test-drives da imprensa especializada reforçam que a aposta da Slate em simplicidade — menos eletrônica embarcada, menos acabamento, mais picape nua e crua — parece estar funcionando tecnicamente. Falta ver se esse tipo de proposta também convenceria o consumidor brasileiro, historicamente mais sensível a preço de entrada do que a especificação de ponta.

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