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IA11 de ago. de 2026, 11:14

Disney e ESPN testam IA para buscas e recomendações na TV

Testes em fase beta permitem pedir conteúdo por voz ou texto no Disney+ e fazer perguntas esportivas em linguagem natural na ESPN. Grupo de usuários ainda é restrito, e a Disney não deu prazo para lançamento amplo.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Dois recursos, um mesmo objetivo

A Disney começou, em 6 de agosto de 2026, a testar dois recursos de inteligência artificial voltados a busca e recomendação de conteúdo. Um deles roda na ESPN, outro no Disney+. Os testes estão em fase beta, com grupos restritos de usuários e assinantes nos Estados Unidos.

O que muda na ESPN

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

O recurso batizado de ESPN Search permite fazer perguntas sobre esportes em linguagem natural, como faria numa busca de texto livre. A resposta vem acompanhada de estatísticas, vídeos e conteúdos relacionados. A empresa diz que o sistema puxa dados de artigos e vídeos publicados, do ESPN Research, de metadados esportivos e de repositórios internos de conhecimento — ou seja, décadas de conteúdo já produzido pela emissora, reorganizadas para responder perguntas diretas em vez de depender só de busca por palavra-chave.

O que muda no Disney+

No streaming de entretenimento, a proposta é diferente: menos sobre responder perguntas, mais sobre entender o que o assinante quer assistir naquele momento específico. O recurso aceita texto, voz ou prompts prontos sugeridos pela interface. A ideia declarada pela Disney é driblar um problema conhecido de recomendação — o histórico de visualização nem sempre reflete o que a pessoa quer ver agora. Um exemplo citado pela empresa é buscar filmes ou séries com "clima de verão", pedido que um sistema tradicional baseado em histórico dificilmente atenderia bem.

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

Escala ainda pequena

Nenhum dos dois recursos tem nome de parceiro de tecnologia divulgado, nem métrica de quantos usuários participam do teste. A Disney também não informou data para expandir os recursos a toda a base de assinantes — hoje eles valem para um grupo restrito, e a empresa diz que vai usar o retorno desses usuários para ajustar resultados, recomendações e navegação antes de qualquer lançamento mais amplo.

O que ainda falta responder

A Disney não divulgou o tamanho do grupo de teste, quais modelos de IA sustentam os recursos, nem se o alcance vai além dos Estados Unidos. Também não há data prevista para disponibilizar ESPN Search e a busca do Disney+ a todos os assinantes.

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