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Mercado23 de set. de 2026, 20:56

Disney+ e Hulu sobem preço pela 4ª vez em 4 anos; plano chega a US$ 21,99

A Disney reajustou os preços do Disney+ e do Hulu nos EUA, com planos sem anúncios chegando a US$ 21,49 por serviço. O movimento acompanha altas recentes de Netflix, Apple TV e Peacock.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 21,99: o novo teto do combo Disney+ e Hulu

A partir de 23 de setembro, o pacote sem anúncios de Disney+ e Hulu nos Estados Unidos passou de US$ 19,99 para US$ 21,99 por mês, alta de US$ 2. Quem assina os serviços separadamente sente ainda mais no bolso: os planos individuais sem anúncios do Disney+ e do Hulu — o Hulu é o serviço de streaming da Disney nos EUA que não opera no Brasil — subiram de US$ 18,99 para US$ 21,49, um salto de 13%. Já os planos com anúncios tiveram reajuste menor, de US$ 11,99 para US$ 12,49 em cada serviço, enquanto o combo com anúncios ficou parado em US$ 12,99. Novos assinantes já pagam os valores atualizados; quem já tinha conta verá a mudança na próxima fatura mensal.

Quarto aumento em quatro anos

Foto: reprodução/nerdist.com

Não é surpresa, mas incomoda: esta é a quarta rodada de reajustes do Disney+ e do Hulu em quatro anos consecutivos. Para efeito de comparação, o Disney+ estreou em 2019 cobrando US$ 6,99 pelo plano básico — hoje, o equivalente sem anúncios custa mais que o triplo daquele valor original.

A Disney não está sozinha nessa

O movimento da Disney entra numa onda batizada por veículos americanos de "streamflation": o encarecimento sistemático do streaming, ano após ano, acima da inflação geral. Em agosto, a Apple TV subiu sua assinatura de US$ 12,99 para US$ 14,99, e a Peacock, da NBCUniversal, elevou o plano Premium para US$ 12,99 e o Premium Plus para US$ 19,99. A Netflix também reajustou seu plano com anúncios, que foi de US$ 7,99 para US$ 8,99 neste ano. O resultado é um cenário em que o preço médio dos serviços de streaming sem anúncios subiu bem mais que a inflação acumulada do período nos Estados Unidos.

Quem ganha e quem perde

Para a Disney, a conta fecha: mais receita por assinante em um momento de pressão para tornar o streaming lucrativo de forma consistente, especialmente após anos de prejuízo no setor. Para o assinante, o efeito é o oposto — pacotes que prometiam ser alternativa barata à TV a cabo agora se acumulam em faturas cada vez mais parecidas com aquelas que os serviços de streaming vieram para substituir. Com Apple TV, Peacock, Netflix e agora Disney+/Hulu subindo preços no mesmo ano, o consumidor americano vê a conta mensal de streaming inflar de forma coordenada, sem que isso corresponda, necessariamente, a mais conteúdo ou qualidade.

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