
Disney estuda lançar versão gratuita do Disney+ para brigar com YouTube
Durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre de 2026, o CEO Josh D'Amaro confirmou que a Disney está 'explorando' um nível gratuito para o Disney+, mirando público mais sensível a preço e receita de publicidade.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Disney sinaliza mudança de estratégia no streaming
A Disney confirmou que está avaliando lançar uma camada gratuita para o Disney+, em uma tentativa de ampliar o alcance do serviço e reagir ao domínio crescente de plataformas como o YouTube na disputa por atenção nas telas de TV. O anúncio foi feito pelo CEO Josh D'Amaro durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre fiscal de 2026, no dia 5 de agosto.
"Vemos isso como uma forma de expandir nosso alcance para um segmento de clientes mais sensível a preço", disse D'Amaro. Segundo ele, uma oferta gratuita também poderia "ajudar a impulsionar o crescimento de assinantes do Disney+ no topo do funil".
Três objetivos estratégicos
O executivo listou três motivações por trás da ideia: alcançar consumidores mais sensíveis a preço; acelerar o crescimento da receita publicitária, já que a Disney está com seu inventário de anúncios "bastante bem vendido"; e impulsionar o crescimento de assinantes por meio de conversão no topo do funil.
Apesar da sinalização clara, D'Amaro foi cauteloso: "Não há nada específico para anunciar hoje, mas definitivamente é algo que estamos considerando."
O pano de fundo do mercado
A movimentação ocorre em meio à ascensão de serviços de streaming gratuitos com anúncios (modelo FAST) e do YouTube como destino dominante de audiência em TVs conectadas. Levantamentos citados na cobertura do anúncio mostram que serviços de streaming gratuitos já respondiam por 18,7% do tempo de exibição em TVs nos Estados Unidos em abril de 2026, ante 16,8% um ano antes.
O Disney+ respondeu a 4,9% de toda a audiência de TV em maio, segundo dados mencionados na cobertura do anúncio.
Precedentes no setor
A ideia não é inédita: a Peacock, da NBCUniversal, ofereceu um nível gratuito com anúncios até 2023, e o próprio Hulu — hoje controlado pela Disney — descontinuou seu plano gratuito em 2016. Caso avance, a iniciativa aproximaria o Disney+ do modelo adotado por YouTube e serviços FAST.
Atualização (06/08, 04:13): Atualização: Depois de anunciar sucessivos aumentos de preço em seus serviços de streaming, Disney e Netflix estariam avaliando o lançamento de alternativas gratuitas para atrair o público mais sensível a preço. O CEO da Disney, Josh D'Amaro, confirmou durante teleconferência de resultados que a empresa estuda um produto de streaming gratuito, sustentado por publicidade, como forma de "expandir o alcance para um segmento de consumidores mais sensível a preço" — o que também poderia impulsionar o crescimento de assinantes do Disney+ e acelerar a receita publicitária. Segundo D'Amaro, nada foi oficializado, mas a possibilidade está sendo considerada internamente.
A Netflix também estaria de olho no movimento: o co-CEO Greg Peters afirmou, em julho, que uma oferta gratuita "poderia fazer sentido em alguns mercados", embora a empresa não tenha planos imediatos de lançamento. O debate ganha força após as duas companhias elevarem os preços de seus planos ao longo de 2026, o que tem impulsionado a migração de assinantes para camadas com anúncios mais baratas.