tech & talk
Mercado24 de set. de 2026, 23:07

Disney+ sobe preço em até 13% nos EUA; Brasil ainda sem definição

O plano sem anúncios do Disney+ passa de US$ 18,99 para US$ 21,49 por mês nos Estados Unidos, sexto reajuste desde o lançamento do serviço. A Disney ainda não confirmou se a alta chega ao Brasil.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

Compartilhar

US$ 2,50 a mais por mês: a sexta alta em seis anos

O plano sem anúncios do Disney+ vai custar US$ 21,49 por mês nos Estados Unidos, ante os US$ 18,99 cobrados até agora — um aumento de 13%, comunicado aos assinantes nesta quarta-feira (23). É a sexta vez que a Disney reajusta o preço do serviço desde o lançamento, seis anos atrás, e o movimento chega exatamente um ano depois do último aumento nas mensalidades das plataformas de streaming da empresa, segundo apurou a Bloomberg.

Quem mais sobe, quem sobe menos

O reajuste não é uniforme entre os planos. Enquanto a assinatura sem anúncios leva o salto mais pesado, de 13%, os planos com publicidade sobem de forma mais discreta: 50 centavos de dólar a mais por mês, equivalente a 4%, levando o valor a US$ 12,49. A mesma lógica de aumento se estende à ESPN Unlimited, serviço de streaming esportivo da Disney, e ao Hulu, plataforma de streaming também controlada pela empresa — ambos também tiveram tarifas mensais elevadas.

Quem ganha e quem perde

Para a Disney, o cálculo é claro: reajustes recorrentes em serviços de streaming vêm sendo a principal alavanca do setor para melhorar margens depois de anos de prejuízo bilionário na corrida por assinantes. Ao empurrar o grosso do aumento para o plano sem anúncios — historicamente o mais lucrativo por assinante —, a empresa tenta proteger a base mais sensível a preço, que já paga menos por aceitar publicidade. Quem perde no curto prazo é o consumidor americano, que vê o custo de manter três serviços da mesma empresa — Disney+, Hulu e ESPN Unlimited — subir de forma simultânea.

E o Brasil?

Até o momento, a Disney não sinalizou se o reajuste chega ao mercado brasileiro. Os novos valores anunciados são exclusivos dos Estados Unidos, e a companhia não indicou prazo para uma eventual revisão de preços por aqui. Historicamente, reajustes de serviços de streaming nos EUA costumam anteceder ajustes semelhantes em outros mercados, mas sem cronograma definido, cabe ao assinante brasileiro observar os próximos meses para saber se a conta também vai pesar mais no bolso.

disney+streamingreajuste de preçohuluespn
Compartilhar