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Mercado16 de set. de 2026, 15:16Atualizada em 16 de set. de 2026, 20:47

Disney+ vai suspender quem usar ad-blocker ou VPN na Itália

Novos termos de uso do Disney+ permitem suspensão de conta, bloqueio de conteúdo e rebaixamento de plano para quem usar bloqueadores de anúncios ou VPN. A mudança já está sendo comunicada a assinantes italianos.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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A Disney+ passou a notificar assinantes na Itália, nos últimos dias, sobre uma atualização nos termos de uso que prevê suspensão de conta para quem usar bloqueadores de anúncios (ad-blockers) ou redes virtuais privadas (VPNs) para driblar restrições geográficas ou de publicidade. A mudança, revelada pelo site italiano Multiplayer.it e replicada pelo Canaltech, chega por e-mail aos usuários, com prazo de 30 dias para entrar em vigor a partir do recebimento da comunicação.

Publicidade em todos os planos, sem exceção

O ponto central da atualização é a publicidade. Pela nova cláusula 1.1(e) dos termos, todos os planos de assinatura, incluindo os mais caros, como Standard e Premium, sem anúncios tradicionais, passam a poder exibir conteúdo promocional, patrocínios e propaganda antes e depois da reprodução de filmes e séries. Trailers, logos de patrocinadores e interrupções promocionais em transmissões ao vivo entram nessa categoria. A empresa faz questão de separar isso dos comerciais que já rodam no meio da programação do plano com anúncios, mais barato, que continua com break comercial tradicional.

Streamings de esporte e eventos ao vivo, além de conteúdos de serviços terceirizados dentro do catálogo, também podem trazer publicidade mesmo para quem paga o plano mais caro.

Quem ganha e quem perde com o giro de parafuso

Para a Disney, a lógica é maximizar receita publicitária sem depender só do plano com anúncios: se toda assinatura pode carregar propaganda em algum momento, a base inteira vira audiência monetizável. Do lado de quem paga a assinatura, a conta é outra. Usuários que rodam ad-blocker para escapar dessas inserções ou VPN para acessar catálogo de outro país agora arriscam suspensão de acesso, bloqueio de reprodução ou até rebaixamento forçado de plano, segundo os novos termos.

A atualização também mexe em cobrança e cancelamento: a Disney+ pode tentar debitar um cartão secundário já cadastrado caso o principal falhe, o prazo de aviso prévio para reajuste de preço sobe de 28 para 30 dias, e o cancelamento só é efetivado ao fim do ciclo de faturamento já pago. Assinantes têm 14 dias de direito de arrependimento após a assinatura e 30 dias para cancelar caso discordem das novas condições.

Por ora, a mudança foi comunicada apenas a assinantes na Itália, mas o texto expõe a direção que a Disney+ vem tomando globalmente desde o combate ao compartilhamento de senhas: menos margem para driblar cobrança e publicidade, mais controle sobre como o conteúdo é consumido.

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