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GamesGadgets01 de set. de 2026, 22:53

DLSS 5 chega em setembro só pra RTX 50, e a fatura fica com você

A Nvidia confirmou o lançamento do DLSS 5 para 3 de setembro, começando com NBA 2K27, mas o recurso é exclusivo das RTX 50. Depois do vexame com o rosto "IA-ficado" de Grace Ashcroft em Resident Evil Requiem, dá pra confiar nessa nova geração de renderização neural?

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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A Nvidia marcou a data, e a conta vem em dólar

Beleza, pessoal, agora é oficial: o DLSS 5 estreia no dia 3 de setembro, junto com um novo driver Game Ready. O primeiro jogo a receber suporte oficial é NBA 2K27. E aqui já entra o primeiro problema que eu preciso apontar: o recurso é exclusivo para a linha RTX 50 (arquitetura Blackwell), rodando em desktops, notebooks e também no GeForce NOW. Quem tem uma RTX 40 na mesa, por mais recente que seja, fica de fora da festa oficial.

Ou seja: se você comprou uma placa há um ano ou dois achando que estava com hardware de ponta, a Nvidia te avisa educadamente que a régua da inovação subiu de novo. E isso pesa no bolso de quem já gastou uma fortuna nesse mercado de placas de vídeo cada vez mais caras.

O que é, afinal, esse tal de DLSS 5?

A tecnologia central se chama 3D-Guided Neural Rendering. Diferente do upscaling tradicional, aqui a IA reprocessa a imagem depois que a engine do jogo já renderizou a cena, reimaginando luz, sombra, cor e detalhe de material em tempo real — algo como uma repintura digital de cada frame. Na teoria, isso deveria deixar tudo mais realista. Na prática, a comunidade gamer já teve motivos de sobra pra desconfiar dessa promessa.

A cicatriz que ainda não fechou: o caso Grace Ashcroft

É impossível falar de DLSS 5 sem lembrar do estrago que a Nvidia fez com a própria imagem antes mesmo do lançamento oficial. Quando a tecnologia foi revelada usando Resident Evil Requiem como vitrine, o rosto da personagem Grace Ashcroft saiu completamente diferente do original: traços suavizados, pele mais lisa, aquele efeito de filtro de beleza de rede social. Os jogadores odiaram, e com razão — a galera já vinha cansada de gráficos "genéricos demais" gerados por IA, o famoso "AI slop". A produção de Resident Evil Requiem chegou a comentar publicamente sobre a repercussão negativa do episódio, reconhecendo o tamanho do barulho que aquilo causou na comunidade.

O que isso significa pro seu bolso e pro seu setup

Aqui vai o recado direto: antes de sair comemorando gráficos "revolucionários", pergunte quanto isso vai custar rodar de verdade. Ativar recursos desse tipo historicamente cobra um preço alto em desempenho, e forçar upgrade pra uma linha de GPU inteira nova é uma jogada e tanto da Nvidia pra empurrar hardware novo. Se você é dono de uma RTX 40 saudável, hoje, você simplesmente não faz parte desse futuro — pelo menos não oficialmente.

A gente vai acompanhar de perto o lançamento do dia 3 e testar se o DLSS 5 realmente entrega evolução visual ou se é só mais uma exigência de hardware disfarçada de avanço.


Atualização (01/09, 18:50): Atualização: A Nvidia oficializou o DLSS 5, tecnologia de renderização neural guiada por IA generativa que promete deixar os gráficos dos jogos mais realistas. O recurso identifica elementos como pele, cabelo, tecido, metal e água para aplicar efeitos de luz e sombra mais precisos a cada material — incluindo detalhes como a passagem de luz através da orelha de um personagem e sombras de contato mais definidas. O jogo de estreia da tecnologia é NBA 2K27, que passa a suportar o DLSS 5 no lançamento oficial do recurso.

A chegada do DLSS 5 gerou polêmica sobre a direção artística dos jogos: usuários criticaram alterações consideradas drásticas na aparência de personagens, temendo que a IA padronizasse texturas e expressões faciais de forma genérica e descaracterizasse a intenção artística original dos estúdios — caso que ficou mais evidente nas comparações da personagem Grace Ashcroft, de Resident Evil Requiem, divulgadas pela própria Nvidia. O CEO Jensen Huang afirmou que os jogadores estão enganados ao presumir que a tecnologia tira o controle das mãos dos criadores, enquanto Gabriele Leon, diretor de tecnologia de conteúdo da Nvidia, reforçou que a ferramenta foi projetada para dar consistência sem alterar a essência visual de protagonistas e cenários.

Para conter os receios, a Nvidia diz oferecer aos desenvolvedores controles como sliders de intensidade estrutural e tonal, máscaras semânticas que identificam automaticamente personagens e objetos, máscaras por pixel criadas dentro dos motores gráficos e exclusões por objeto. A Visual Concepts, estúdio de NBA 2K27, já aplicou máscaras de pixel nos atletas do jogo como precaução para preservar a geometria facial obtida por escaneamento e evitar mudanças indesejadas na identidade dos jogadores.


Atualização (01/09, 21:54): ## Atualização (2026-09-02)

A NVIDIA confirmou nesta terça-feira (1º) que o DLSS 5 chega mesmo na quinta-feira, 3 de setembro, mas revelou também o preço técnico da novidade: a própria empresa admite que ativar o recurso derruba entre 50% e 60% da taxa de renderização real dos jogos. Os números divulgados em campanhas de marketing escondem esse custo — em NBA 2K27, primeiro título a suportar o recurso, a RTX 5090 anuncia 370 FPS em 4K Ultra, mas a taxa de quadros efetivamente renderizada pela GPU fica em torno de apenas 62 FPS. Na RTX 5080, dos 233 FPS divulgados, cerca de 39 FPS são "reais".

Segundo a NVIDIA, a queda ocorre porque o DLSS 5 passou a usar um modelo de difusão que opera diretamente no espaço de pixels, recalculando o comportamento da luz em cada material da cena — processo neural mais pesado que só resulta em FPS "utilizáveis" quando combinado ao Multi Frame Generation 6X, tecnologia que multiplica quadros por IA e mascara, nos números de marketing, o real custo de processamento da nova geração do upscaler.

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