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Smart CitiesCiência05 de set. de 2026, 15:19

Do terremoto ao tornado: como o Brasil tenta prever desastres

Sismógrafos móveis, satélites e alertas por SMS geolocalizado ganham espaço após terremoto na Colômbia e sequência de eventos extremos na América do Sul.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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Uma sequência de estragos

Nas últimas semanas, a América do Sul acumulou eventos extremos: terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia em agosto, que derrubou prédios e deixou centenas de vítimas, além de tremor na Venezuela em junho. No Brasil, a lembrança mais recente é a de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, onde um tornado destruiu 90% da cidade em novembro de 2025 e matou seis pessoas. Com um Super El Niño se formando para o segundo semestre, a pergunta que fica pro cidadão é simples: dá pra saber com antecedência?

O que já existe

A resposta, parcial, está em uma combinação de tecnologias. Sismógrafos móveis de alta precisão substituem aos poucos os equipamentos fixos tradicionais. Satélites mapeiam risco sísmico, climático e de queimada em tempo quase real. Inteligência artificial entra pra cruzar essas variáveis e traduzir dado bruto em alerta que qualquer pessoa entenda. E desde 2024, o Cell Broadcast manda mensagem geolocalizada direto pro celular de quem está na área de risco, sem precisar de aplicativo instalado — o sistema já permitiu à Defesa Civil emitir mais de cem alertas de eventos severos desde a implementação.

Quem toca isso

No Paraná, o SIMEPAR — sistema estadual de tecnologia e monitoramento ambiental, mantido em parceria com a Universidade Federal do Paraná — funciona como referência nacional em monitoramento climático. A Defesa Civil entra na ponta de emissão de alerta e ação de resposta. As operadoras de celular são acionadas pelo poder público para repassar a mensagem do Cell Broadcast a todos os aparelhos conectados às antenas da região de risco.

Foto: reprodução/em.com.br

O que fica sem resposta

Não há, nas fontes consultadas, um valor consolidado de quanto o poder público já investiu nessa rede de monitoramento nem um órgão único que audite se sismógrafo, satélite e IA realmente conversam entre si antes do desastre acontecer. Comparado a países que sofrem terremoto com regularidade, como Japão e Chile, o Brasil ainda está mais perto de reagir a evento extremo do que de efetivamente prevê-lo com antecedência de dias.

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