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MercadoIA07 de ago. de 2026, 00:01

DOJ de Trump passa a fiscalizar patrocínios de green card da OpenAI

A OpenAI fechou acordo de US$ 3,2 milhões com o Departamento de Justiça dos EUA após acusações de discriminar trabalhadores americanos em vagas ligadas a patrocínio de green card, e agora terá suas práticas de contratação supervisionadas por três anos.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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Acordo encerra investigação por discriminação

A Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) fechou um acordo com a OpenAI e sua ex-subsidiária Statsig para encerrar investigações que apontavam discriminação contra trabalhadores americanos em processos seletivos para vagas vinculadas a patrocínio de green card, a residência permanente no país.

Pelo acordo, anunciado nesta semana, a OpenAI pagará US$ 3,2 milhões — sendo US$ 1,2 milhão em multa civil ao governo americano e US$ 2 milhões destinados a um fundo de restituição para trabalhadores americanos prejudicados. A empresa não admitiu qualquer irregularidade.

O que a OpenAI é acusada de ter feito

Segundo o DOJ, a base legal usada foi o Immigration and Nationality Act, lei que exige que empregadores façam esforço genuíno para recrutar trabalhadores americanos antes de patrocinar vistos de residência permanente por meio do processo conhecido como PERM. As alegações, envolvendo menos de dez vagas, incluem não divulgar publicamente algumas dessas posições no site de carreiras da empresa, exigir candidaturas em papel enviadas pelo correio — enquanto outras vagas aceitavam inscrição eletrônica — e anunciar as oportunidades em horários tardios no rádio.

As investigações começaram entre 2023 e 2025, antes mesmo de a OpenAI adquirir a Statsig, em agosto de 2025.

Supervisão de três anos

Além da multa, o acordo estabelece que o DOJ passará a supervisionar por três anos as práticas de contratação da OpenAI relacionadas a vagas com patrocínio de green card. A empresa terá de submeter suas políticas de recrutamento à aprovação do órgão, publicar essas vagas no site público de carreiras, aceitar candidaturas eletrônicas, treinar sua equipe de RH sobre exigências antidiscriminação e enviar relatórios semestrais detalhando estatísticas de candidaturas e contratações.

"É ilegal discriminar trabalhadores americanos ao preferir detentores de vistos temporários para vagas de emprego", afirmou Harmeet K. Dhillon, procuradora-geral assistente da Divisão de Direitos Civis do DOJ, em comunicado oficial.

Não é caso isolado

A TechCrunch observa que mecanismos semelhantes de fiscalização, baseados na mesma lei, também foram usados durante o governo Biden contra empresas como Facebook e Apple, por alegadas violações sistemáticas nas mesmas regras. O caso da OpenAI, no entanto, ocorre em meio a um discurso mais amplo da administração Trump sobre priorizar trabalhadores americanos frente à contratação de mão de obra estrangeira no setor de tecnologia.

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