Dono da Yawara explica como time pequeno sobrevive no CS
Leonardo Rosa, sócio-fundador da Yawara, participou do programa Radar, da Dust2 Brasil, e detalhou as dificuldades financeiras de uma organização pequena de Counter-Strike e os planos para tornar o projeto lucrativo.
Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports
Quem segura as pontas no CS fora do topo
Enquanto as luzes do Counter-Strike internacional ficam com as grandes organizações, quem sustenta a base da cena brasileira enfrenta uma conta bem mais apertada. É esse o retrato que Leonardo Rosa, sócio e cofundador da Yawara, organização de Counter-Strike de Mato Grosso que atua no cenário sul-americano desde 2022, trouxe ao programa Radar, da Dust2 Brasil em parceria com a Skin.Place. Na conversa, ele foi direto ao ponto que mais aperta o bolso de quem toca um time fora da elite: como pagar as contas, reter jogadores e, se possível, ainda lucrar com isso.
Para quem está chegando agora
A Yawara nasceu da vontade de dois amigos de infância de Cuiabá, Leonardo Rosa e Luiz Vieira, que voltaram inspirados de uma viagem à IEM Katowice e decidiram profissionalizar um time de CS para representar o Centro-Oeste no cenário nacional. Hoje é lembrada como a primeira organização de Mato Grosso a investir na modalidade e a montar uma Gaming House na região. No Radar, Rosa falou sobre as dificuldades que times pequenos enfrentam para se manter de pé, sobre a tentativa de construir uma comunidade de fãs ao redor da marca e sobre as conversas internas com jogadores para alinhar expectativas — tudo com o objetivo final de transformar a Yawara em um negócio sustentável, e não só em um projeto de paixão.
O lado de quem torce
Para o torcedor que acompanha o CS fora do radar das majors, a fala de Rosa tem um valor que vai além dos bastidores: ela explica por que times regionais sobem e descem de divisão, por que elencos mudam com frequência e por que a sobrevivência de uma organização como a Yawara depende tanto de patrocínio quanto de conseguir engajar quem assiste. Sem uma base de fãs fiel, não há argumento de venda para patrocinador — e sem patrocinador, não há orçamento para manter atleta. É um ciclo que times grandes resolvem com escala, mas que organizações pequenas precisam resolver com criatividade e proximidade com o público.
O que vem a seguir
Com elenco atual formado por nomes como Bruno "brn$" Araújo e Jonatan "j0w" Sperotto, a Yawara segue disputando competições como a ESL Challenger League e o circuito CCT na América do Sul. A entrevista completa de Leonardo Rosa está disponível no canal da Dust2 Brasil no YouTube e nas plataformas de podcast, e promete repercutir entre fãs e outras organizações emergentes que enfrentam o mesmo dilema: como competir com o pouco que se tem em um esporte cada vez mais profissionalizado.